Raridade! Espécie de dinossauro que viveu há 85 milhões de anos é encontrada no interior de SP

O achado pode ser o pontapé inicial para a descoberta de um grupo exclusivo do Brasil, que antes era confundido com um gênero argentino

Resumo da Notícia

  • Uma espécie de dinossauro foi encontrada em Ribeirão Preto, São Paulo - o Arrudatitan maximus
  • A pesquisa foi realizada pela Universidade de São Paulo e conta que o animal viveu no período Cretáceo, durante a separação da Pangéia
  • Registros apontam ainda que essa espécie pode ser exclusiva de São Paulo

Uma espécie de dinossauro foi encontrada em Ribeirão Preto, em São Paulo. O gênero do animal é Arrudatitan maximus, do grupo dos Titanossauros. A ação foi feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo em parceria com o Museu de Paleontologia de Monte Alto, em São Paulo. Os pesquisadores ainda apontam que essa pode ser uma espécie exclusiva de São Paulo – que durante muito tempo foi inserida no gênero Aelosaurus. Você pode conferir detalhes da ilustração da espécie aqui!

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Detalhes do fóssil encontrado em Ribeirão Preto, São Paulo (Foto: Érico Andrade/ G1)

“Esta descoberta dá uma cara mais regional e inédita para a paleontologia brasileira, além de refinar nosso conhecimento sobre os titanossauros, que são estes dinossauros pescoçudos” afirma o paleontólogo Fabiano Iori em entrevista ao G1, um dos responsáveis pelo estudo realizado em Monte Alto. 

Julian Junior afirma ainda, sob outra perspectiva, que essa descoberta pode ser crucial para compreender a importância da região para o estudo dos fósseis: “A região de Monte Alto é muito produtiva, então pode ser que sejam achados novos fósseis, de espécies que sejam parentes do Arrudatitan maximus e sejam incluídas neste novo gênero, que é exclusivo de São Paulo”.

Os resultados dessa pesquisa foram publicados dia 29 de abril na revista Historical Biology – importante na produção de conteúdo sobre Paleobiologia. O trabalho de pesquisa responsável por consolidar esse gênero exclusivo é uma parceria da USP não só com o Museu de Paleontologia de Monte Alto, mas também com outros pesquisadores do Rio Grande do Norte e da Argentina.