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Vale refletir: para mudar as águas, é preciso mudar seus pensamentos

Documentário traça paralelo entre emoções humanas e águas de São Paulo

Redação Pais&Filhos

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Foto: Istock

Nem todas as pessoas têm consciência sobre a importância da natureza e, por causa disso, tratam ela como um recurso inesgotável. Nosso planeta tem 71% do seu território coberto por água, e dentro dessa quantidade 2,6% equivale à agua doce – a que podemos consumir.

Além de ser um dos bens mais preciosos para a humanidade, a água é sensível. Não entendeu? A gente explica: Masaru Emoto, um cientista japonês, fez testes em recipientes com a´gua rotulados com diferentes palavras, como “amor”, “gratidão”, “ódio” e “inveja”. Os recipientes com palavras positivas apresentaram padrões moleculares diferentes dos outros, com palavras negativas. Ele descobriu que palavras e sentimentos podem modificar as moléculas da água. Além disso, as antigas tradições associam a água a sentimentos. Então, além de cuidar das nossas próprias águas, nossas emoções, precisamos também cuidar das do planeta, já que tudo está conectado.

Essa relação entre águas e emoções foi documentada por Rodolfo Amaral e Felipe Kurc, diretores do filme Detox SP. Com o objetivo de influenciar o autoconhecimento, eles mostram os rios da cidade de São Paulo e relacionam sua poluição com as emoções dos paulistanos.

Em entrevista, Rodolfo conta que a ideia de criar o documentário surgiu depois de ligar uma metáfora ao Rio Pinheiros. “Eu e o Felipe Kurc frequentamos grupos de autoconhecimento e os palestrantes sempre usam a água como uma metáfora para as nossas emoções e eu percebi então que o Rio Pinheiros estavam sempre parado”.

Uma das maneiras de entender uma população é ver como ela trata suas águas: os rios são um espelho do homem. “Na medida que as pessoas puderem entrar em contato com as suas emoções e deixarem elas fluírem como um todo, as águas de fora tendem a melhorar”, conta Rodolfo. É uma questão de tratar as próprias águas de São Paulo ao invés de buscar outras de fora. “Fazendo um paralelo com os sentimentos, é como se a gente tivesse que buscar a felicidade dentro da gente, e não fora”.

Veja o trailer do filme

 

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