Gravidez

5 mitos da gravidez

Grávida tem sempre a pele boa. Conheça os maiores mitos da gravidez e curta a fase tranquilamente!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

1. Grávida pode comer o que e quanto quiser

Nunca seu peso vai ser tão controlado na vida quanto na época da gravidez. Surpresa? É que, em nove meses, você tem o “direito” de engordar apenas de 9 a 12 quilos (os mais liberais falam em 15 quilos). Descontados bebê, placenta, líquido amniótico, aumento no volume de sangue e dos seios (que chegam a dobrar) etc., só de 1,8 a 3,5 quilos serão de gordurinhas propriamente ditas. No primeiro trimestre, espera-se que você ganhe até 1,8 quilo. Depois, a média deve ser de 400 a 450 gramas por semana.

Claro que não é hora de fazer regime, mas isso não quer dizer que liberou geral. Durante a gestação, você precisa investir na qualidade do que come. Tudo o que você ingere tem um papel na formação do seu bebê. Os laticínios vão ser importantes para constituir o esqueleto; as carnes ajudarão a construir os músculos; as hortaliças, a pele; os cereais, as células sangüíneas… Impossível pensar só em termos de calorias: não dá para trocar uma refeição equilibrada por um pote de sorvete, ainda que o valor calórico seja o mesmo.

Agora, você vai comer o tempo todo, sim, porque, para amenizar os enjoos e a azia e evitar a fome de leão, é preciso fazer de cinco a seis pequenas refeições por dia (café-da-manhã, lanche, almoço, novo lanche, jantar e ceia…). Doce? Pode esquecer: no máximo um ou dois por semana.

O obstetra Guilherme Loureiro Fernandes, pai de Pedro e Luiza, explica que todo esse controle rigoroso não é exagero. Mães que acreditam no mito da comilança liberada costumam engordar mais de 20 ou 30 quilos e, no pior dos cenários, desenvolvem diabetes gestacional. Nesses casos, a bolsa pode romper e a criança nasce prematura. Se chegar ao fim dos nove meses, é possível o bebê  crescer demais, dificultando o parto normal.

Outro efeito colateral é a pré-eclâmpsia: elevação da pressão que pode evoluir para um quadro de eclâmpsia, levando a convulsões e à necessidade de uma cesariana de emergência. Mito perigoso, este. Ainda bem que você sabe a verdade.

 

2. Voltar à antiga forma em três meses

Apenas cerca de 40% das mães voltam ao peso anterior ao barrigão em três ou quatro meses, revela a nutricionista Marli Regina Serafim Kling, filha de Neide e Djalma. Recuperar o peso em três meses é até possível, desde que você: 1. Tenha engordado pouco. 2. Tenha se exercitado e continue se exercitando. 3. Amamente – o que queima até 700 calorias por dia. 4. Continue com a alimentação equilibrada.

O ideal é procurar a orientação de uma nutricionista para organizar um cardápio que mantenha a produção de leite e garanta a perda de peso. Mas, atarantada com tanta fralda pra trocar, mamadas, mil novidades, a mãe acaba pulando refeições e comendo bobagem.

Além do mais, sem ginástica, a mulher pode até retomar o peso, mas não a forma. “A barriga, a bunda, tudo ainda está molinho”, diz Rita Cássia Furtado Rochão, filha de Therezinha e Aluízio, professora de educação física que já acompanhou 10 mil grávidas e consultora do livro Grávida em Boa Forma, da jornalista Angélica Banhara, uma destas exceções que confirmam a regra: com muita ginástica e controle alimentar, Angélica voltou à forma em três semanas.

Entre as mortais, Rita afirma que há mães que três ou quatro meses após a gravidez estão ainda mais gordas do que no final da gestação. Claro que quem já treinava antes de pensar em ter filho leva vantagem. Mas mesmo as sedentárias convictas podem se exercitar com moderação durante a gravidez. O importante é procurar academias com aulas específicas para gestantes.

“Para a grávida, os objetivos são diferentes: procuramos aumentar o bem-estar e prepará-la para o parto e a trabalheira que vem depois”, conta. Ela recomenda que a mãe sempre converse com o obstetra antes de iniciar um programa de exercícios. Além da tradicional hidroginástica, ela sugere exercícios de musculação e também os aeróbicos. Um esquema interessante é alternar aulas de hidro com caminhada (duas de hidro, três de caminhada ou vice-versa)

 

3. Grávidas têm uma pele linda

Para algumas é até verdade. Mas outras vão se sentir de volta à adolescência no que ela tem de mais desagradável: espinhas. O coquetel de hormônios que invade seu corpo (só os nomes já assustam: cortisol, gonadotrofina, fator sebotrófico hipofisário…) estimula as glândulas sebáceas, tornando a pele oleosa.

Se você não a mantiver limpa, tchau, ficará com acne mesmo. Para evitar que seu rosto vire área de desastre, recorra a sabonetes ou loções de limpeza suaves, que retirem o excesso de oleosidade sem ressecá-la. Fuja dos cremes pesados: hidratante e filtro solar só em loção ou gel, sempre oil free (sem óleo).

Se as espinhas surgirem, além desses cuidados, deve-se procurar um dermatologista para uma orientação mais específica. Muitos produtos utilizados para tratar acne são proibidos durante a gestação. Uma alternativa são os peelings usando cristal, que dispensam produtos químicos.

Além de espinhas, a grávida pode ficar com a pele cheia de manchas escuras. Isso porque durante a gestação há um aumento do hormônio que estimula a produção de melanina (a mesma substância que deixa a pele bronzeada). Por isso, os bicos dos seios se tornam escuros. Mas calma. Essas alterações regridem depois.

Já o melasma (manchas escuras que surgem na região central da face e testa) ataca 70% das mulheres, principalmente as mais morenas. Aparece, e piora muito, com a exposição ao sol. A má notícia: em 30% das mães, é possível persistir mesmo após a gravidez. O principal no tratamento e prevenção é passar filtro solar sempre e não só na praia ou na piscina.

 

4. A gravidez dura apenas 9 meses

Embora, em termos físicos, a gravidez dure nove meses, para os psicanalistas, ela começa na infância, nas brincadeiras de casinha, na identificação