Gravidez

Depressão pós-parto: entenda por que a culpa não é sua

Acompanhe a conversa com presidente do Instituto da Família, dr. Leonardo Posternak, no próximo brunch do Culpa, Não!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Acontece nesta terça  (07/05/2013), às 12h, aqui na redaçãoda Pais & Filhos, o brunch da campanha Culpa, Não. Desta vez o tema é “Depressão pós-parto, a culpa não é sua!”. O convidado especial é o presidente do Instituto da Família, dr. Leonardo Posternak, pai de Luciana e Thiago.

Leia a entrevista com o dr. Leonardo Posternak

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A dor que passa

As alterações hormonais, a louca variação de emoções e a brusca mudança na rotina explicam a ligeira tristeza que é comum depois do parto – e que é normal e passa rápido. Só que às vezes ela não é tão ligeira assim. Depois de chegar em casa com seu recém-nascido, você chorou mais que ele sem explicação, não teve mais ânimo pras atividades que gostava e não sentiu vontade de amamentar. Se isso durou mais de três semanas, pode ser a famosa depressão pós-parto, uma doença que atinge de 10 a 20% das mulheres que dão à luz no mundo inteiro, e que não tem apenas uma causa. Mas não há motivos para culpa.

Qualquer mulher pode enfrentar esse problema, em qualquer lugar e em qualquer gestação. E não tem nada a ver com você gostar ou não do seu filho. A questão é se cuidar. Ao perceber os sinais, procure ajuda médica especializada, siga o tratamento e busque na relação com o seu bebê a força para seguir adiante e acompanhar a infância dele.

Depressão não é tristeza

Durante a gravidez, as alterações hormonais são bastante comuns para promover as mudanças no corpo necessárias à gestação, ao parto e à amamentação. E você, como toda mulher, sabe que alta e baixa de hormônios afetam muito as emoções; basta se lembrar de cada TPM enfurecida. No pós-parto, a sensibilidade fica ainda maior para criar um clima em que você se sinta bastante próxima do seu filho, para entendê-lo e protegê-lo. “A mulher precisa estar completamente disponível para conhecer e interpretar as necessidades do  bebê, e esse estado envolve condutas não usuais para ela, como ficar mais sensível”, explica a psicanalista Alessandra Gordon, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Nesse processo de aprender a ser mãe, alguns dias serão melhores, enquanto outros serão mais difíceis. E isso é normal. A tristeza pós-parto – chamada de baby blues –, inclusive, é experimentada por até 80% das recém-mães, durante, no máximo, 15 dias após o nascimento da criança. Afinal, um pouco de angústia diante do “e agora?” pode acontecer.

A depressão pós-parto porém, é um estado mais grave, e que oscila. Nela, depois de aproximadamente três semanas, os sintomas da tristeza continuam muito fortes e começam a interferir enormemente no seu dia a dia, no do bebê, e até no de outras pessoas.

Surge um desânimo e uma apatia para essa nova realidade cheia de novidades, renúncias, conflitos, mas que também é repleta de alegrias e conquistas – que você, infelizmente, não consegue enxergar.
Os sintomas são os mesmos da depressão “comum” (veja o q