Bebês

Dr. Claudio responde: dúvidas sobre vacinas

Nosso pediatra fala sobre esse assunto que sempre levanta dúvidas

Redação Pais&Filhos

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O avanço da medicina na produção de vacinas contra vírus e bactérias nas duas últimas décadas foi surpreendente, tanto para desenvolver novos produtos quanto na melhora da qualidade das vacinas que a gente já tem. A vida dos bebês, pais e pediatras ficou muito mais fácil, e o número de internações e mortes por doenças infecciosas caiu. Os benefícios da vacinação universal superam de longe os riscos, que incluem reações leves, como febre ou dor local e (mais raramente) reações mais sérias. Infelizmente alguns pais ainda hesitam em dar vacina e até encontram argumentos com algum profissional que, com certeza, não está alinhado às melhores práticas médicas da atualidade. Por isso, o Dr. Cláudio Len respondeu algumas das dúvidas mais comuns sobre o tema:

Nós vemos muitos depoimentos de mães que optam por não vacinar os filhos. O que o doutor acha disso? Bianca Bresciani, mãe de Gustavo e Gabriel

Acho um absurdo. Abrir mão dos avanços da ciência por causa de uma crença pessoal ou de uma orientação individual de um médico não faz sentido. Fico pensando no remorso de uma mãe ou pai no caso de morte ou incapacidade por doença bacteriana que poderia ser prevenida. Recomendo que os pais com esse tipo de pensamento reflitam e conversem com outros médicos para formarem uma ideia mais consistente sobre o assunto.

 Gostaria de saber a respeito das vacinas da rede pública e particular. Realmente há diferença? As da rede particular são mais eficazes? Juliana Monteiro, mãe de Murilo e Lavínia

Há diferenças entre a vacinação na rede pública e particular. A cobertura vacinal no SUS é muito boa. As vacinas são eficazes e seguras, o que é um avanço considerável na área da saúde pública. No entanto, algumas vacinas na rede privada têm menor índice de reação e outras são mais eficazes, porque abrange um número maior de bactérias. Recomendo que você fale com o seu pediatra na época de cada vacina, que vai poder informar as características de cada uma.

 Minha filha tem múltiplas alergias e o gastro aconselhou não dar a vacina de rotavírus dos 2 meses, mas o pediatra achou que eu deveria dar. Gostaria de saber qual a indicação correta. Clarice, mãe de Lucas, Mariana e Alice

O termo alergia é muito abrangente e depende de um diagnóstico preciso, o que não á fácil nessa idade. Algumas crianças têm esse diagnóstico sem que haja uma evidência mais clara. No entanto, mesmo nos casos de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) a vacinação contra o rotavírus é recomendada. Não há provas significativas entre a administração da vacina e o desencadeamento de ALPV. Mas penso que cada caso deve ser analisado pelo pediatra da família, que saberá dar a melhor orientação.

Já ouvi muitas pessoas dizendo para dar remédio para dor ou febre antes de vacinar. Isso é correto? Ou é melhor dar remédio somente se tiver reação? Ana Cláudia, mãe de Guilherme

Não é recomendado o uso de analgésicos ou antitérmicos antes da aplicação das vacinas. Esses medicamentos são bastante úteis no controle da dor e da febre causada pelas vacinas, mas devem ser prescritos apenas se a criança tiver reação.

Sobre a Meningo B. Por que ela não está no calendário do SUS e qual a importância dessa vacina? Kamila Castro, mãe de Benício e Joaquim.

A vacina contra a meningite B protege contra o meningococo B. Apesar de se