Colunas / Se eu pudesse eu gritava

Um espaço aberto é para correr

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Publicado em 13/04/2017, às 07h40 - Atualizado em 17/04/2017, às 07h44 por Tatiana Schunck


Outro dia fui ao mercado. Não dava para ir sozinha, então Joaquim foi comigo. Ele já está numa fase de “aguento ir” ou, “eu te ajudo, mamãe”. O que me parece ótimo, pois assim nos divertimos juntos fazendo compras. Sempre tem que ter um docinho, ou um salgadinho para fazer valer a empreitada, da parte dele. Quando não se trata de comida, ele pensa em uma esponja de banho colorida, ou um xampu de heróis (que ele já sabe que não vou comprar), um plástico de cozinha, ou algo que toque a sua percepção reconhecendo que aquele determinado objeto (que não serve para nada) pode se tornar um brinquedo de banho. Enfim, andamos pelos corredores comprando o que precisa para casa, enquanto ele anima cada setor com suas histórias e possibilidades de invenção.

Depois de muita negociação, subidas e descidas do carrinho de mercado, aviões que correm pelos corredores, breves fugas que finjo não ver, esconde esconde entre salames e queijos, quase quebrar ovos e escolher as bananas, o menino diz que está com fome e que está cansado e que quer ir para casa. Certo. A hora de esperar a fila do caixa não é das mais fáceis, dependendo do tempo que já se gastou fazendo as compras e cansando a criança. Assim, na hora de pagar ele quer porque quer descer do carrinho. Quando você está sozinha, pagando, vendo qual cartão usar, onde está o papel do estacionamento e, a criança quer correr. Porque criança não pede para descer do carrinho para ficar em pé parada ao seu lado. Bom, paciência e compreensão. Não surtar. Calma.

Em seguida, ao sairmos do mercado, ele encontra um grande espaço que dá para o estacionamento do mercado. E simplesmente corre como um pássaro. Isso mesmo, um pássaro, pois não corre pesado encontrando o chão, corre como se voasse abrindo um espaço que eu nunca havia reparado. Entendi ali que o espaço ocupado pela criança que corre, é alterado em tamanho e forma. Era um espaço que me levava ao carro, só. Eu nunca veria aquela imensidão aberta pelo corpo do meu filho, se ele não tivesse voado no chão.

Dizem que o espaço é modificado pela experiência do corpo e que o corpo também é modificado pelo espaço. Quem sabe disso sem a cabeça acadêmica é a criança, sem dúvida. Joaquim voou, se jogou, rolou, sorriu e estava como numa dança entre cair levantar. Eu fiquei ali a observar e aprender que o corpo ainda é a gente.

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