Aluna pede desculpas à professora por não ter feito a lição em recado de partir o coração

A menina, que deixou a atividade em branco, disse que não conseguiu entregar o exercício porque ninguém quis fazer com ela em casa

Um recado deixado por uma aluna do 5º ano da rede pública municipal de São José dos Pinhais, no Paraná, emocionou a sua professora. A menina, que deixou a atividade em branco, disse que não conseguiu entregar o exercício porque ninguém quis fazer com ela em casa.

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“Desculpa Prof não ter feito essa lição. Ninguém quis fazer comigo”, escreveu a menina. “Meu amor, vou fazer com você quando retornarmos! Prometo! Se cuide minha flor. Saudade de você”, respondeu a professora Rosiani Machado.

O recado publicado pela professora, de 50 anos já soma mais de 13 mil compartilhamentos. A atividade pedia para os alunos preencherem os quadrados de um jogo da velha. Em sua postagem, Rosiani se disse emocionada com a situação e lamentou a situação que a educação vem vivendo em meio à pandemia do novo coronavírus. “Como não se emocionar? E como não se sentir impotente diante desta situação ao receber este recadinho? É isto que estamos vivendo, é esta a nova realidade? O novo ‘normal'”, escreveu.

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(Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo o UOL, em São José dos Pinhais, os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental recebem atividades pedagógicas a cada 15 dias. Os responsáveis dos estudantes pegam as lições nos colégios e devolvem para serem corrigidas pelos professores. Ainda não há previsão de retorno às aulas para os 24 mil alunos que estão nesta situação.

“Publiquei isso e não imaginava toda essa repercussão. Foi mais um desabafo. Não quis culpar ninguém. Eu desabafei por toda essa situação que estamos vivendo na pandemia, a forma como está afetando todo mundo. Está sendo um desafio enorme para gente. Quando nos deparamos com uma situação dessa, a gente fica muito mexida e aflora os sentimentos. Nunca me deparei com isso e veio aquele impacto quando vi. Chorei bastante e faltou chão, pois queremos fazer algo pelas crianças e ao mesmo tempo estamos impotentes”, disse a educadora.

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