Criança

Filha de Kim Kardashian tem namorado aos 5 anos? Entenda por que criança não pode (nem deve) namorar

Cabe a você explicar ao seu filho que gente pequena não namora, mas tem amigos, gosta e sente carinho por eles

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Reprodução/Instagram/@kimkardashian)

A família de Kim Kardashian e Kanye West está no centro de um nova polêmica nos últimos dias. North West, a filha mais velha do casal, de  5 anos, recebeu presentes e declarações de Caiden Mills, filho do rapper americano Consequence.

O menino de apenas 7 anos presenteou North no Valentine’s Day, comemorado na última quinta (14), com uma joia da marca Tiffany & Co e chocolates. Além disso, Caiden postou uma foto com o pequeno embrulho do presente e escreveu na legenda: “Um oi para Northie, babygirl, eu vejo você em breve“.

 

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Shout out to Northie, Babygirl I’ll see you soon ???

Uma publicação compartilhada por Caiden Mills (@caiden817) em


Em outro registro, o menino também compartilhou um encontro com North em que levou o irmão dela, Saint, junto. “North, Saint e eu tivemos a MELHOR experiência em nosso encontro no @exploratorium. Foi muito divertido“, escreveu. A situação gerou revolta entre os seguidores de Kim, que não concordarem com North namorar com apenas 5 anos e ainda receber presentes tão caros de outra criança.

 

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Love Is In The Air ???

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Em meio à polêmica, Kim decidiu se posicionar e deixar claro que a filha não está namorando o amigo. Enquanto deixava o “Hollywood Beauty Awards”, ela foi parada por um paparazzo que a questionou: “Não é muito cedo para North West ter um namorado?”. Surpresa pela pergunta, Kim desmentiu todos os rumores: “Ela não tem namorado. Tipo, vocês estão falando sério? Ela só tem 5 anos“.

 

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Boo’d Up ???

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Os seguidores de Caiden e de Kim no Instagram alertaram sobre o fato de que o menino estava provavelmente sendo incentivado pelo pai a criar um possível “namoro” com North. “Deixem as crianças serem crianças”, comentou uma seguidora. “São pais dando maus exemplos. É muito triste que um adulto não tenha nada melhor para fazer do que tentar enganar seus filhos”, escreveu outro.

 

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North, Saint and I had the BEST time on our play date at @exploratorium It was so much FUN ???

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Criança não namora

Quando a criança começa a andar, a falar, a conhecer o mundo e, principalmente, o outro, passa a querer fazer o que todas as outras pessoas ao seu redor fazem. Namorar está na lista. Mas assim como ela não vai pegar a chave e sair com o carro da garagem, não vai namorar de verdade, claro.

E criança não namora. Tem amigos. Não dá para comparar o que eles chamam de namoro com o relacionamento dos adultos. Passar a falar que tem um namoradinho ou namoradinha na escola é sinal de que seu filho está se desenvolvendo normalmente. Quer dizer que ele já percebeu que não pode realizar a fantasia de namorar a mãe ou casar com o pai. “Dos 3 aos 6 anos, as crianças estão imersas em experiências de paixões, além de perceber as diferenças corporais entre homem e mulher”, explica a psicanalista Soraia Bento Gorgatti, mãe de Gabriel e membro do Instituto da Família.

Ela conta que toda essa tensão relacionada à idade está ligada à fase do Complexo de Édipo. Com o tempo, eles percebem que os pais já têm companhia e procuram outro “namoradinho”, na verdade um amigo mais especial. O tal do “namoro”, como eles chamam, não tem de ir além de querer ficar perto, pegar na mão, abraçar… E só. Quando a coisa passa do limite é que os pais e professores precisam interferir. “Para que o desenvolvimento da criança siga um curso adequado, os adultos precisam colocá-la no seu devido lugar”, diz a psicoterapeuta Silvia Petrilli, filha de Risoleta. Ou seja: no lugar de criança. Cabe a nós explicar aos filhos que gente pequena NÃO namora, mas tem amigos, gosta e sente carinho por eles. Namoro mesmo, só depois de grande.

Nem incentivar, nem proibir

Para que seu filho entenda o que os adultos querem dizer, não dá para incentivar nem ficar falando no assunto o tempo todo. Pode esquecer aquelas brincadeirinhas do tipo “fala pra sua avó da sua namoradinha” ou “me conta, filha, você namora aquele menino bonitinho da sua sala?”. É aquela velha e boa medida do meio-termo: não pode incentivar nem reprimir demais. Nada de fazer do namorico um assunto, porque não é. “Proibir nunca é uma boa estratégia quando se trata de sexualidade. Quanto mais bola os pais derem para o tema, mais eles reforçam o comportamento, pois a criança saca rapidinho como provocar os adultos”, afirma Maria Cecília Pereira da Silva, mãe de Marina e João, autora do livro Sexualidade Começa na Infância. Nosso papel é mostrar o que é certo e errado, não simplesmente reprimir as manifestações de afetividade.

Ajuda da escola

Para ajudar na difícil tarefa de lidar com a sexualidade infantil, algumas escolas oferecem palestras com especialistas. “Usamos essa oportunidade para conversar com os pais e fazer com que entendam e conheçam um pouco mais sobre o universo do filho”, explica Edimara de Lima, mãe de Cibele e diretora pedagógica da escola Prima. Por mais que seja um namoro de “brincadeira”, muitas vezes as crianças sofrem se o amigo não corresponde. Nesses casos, é preciso ter sensibilidade para explicar que esses sentimentos de tristeza também passam.

Um termômetro para saber se seu filho está passando bem por essa fase de descobertas é a brincadeira: “Toda vez que uma criança deixa de brincar devemos nos preocupar. Essa é a forma de ela dizer que algo não vai bem”, indica Maria Cecília. Repetindo: criança não namora, só brinca de namorar.

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