Criança

Inverno de molho

É só o termômetro baixar e toca a corrida para o pediatra! Veja quais as doenças que mais atingem as crianças nessa temporada

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

É na época de frio que o vírus Influenza, da gripe, pega mais no pé da gente, principalmente no das crianças. Chega a atingir até 50% da galerinha de 0 e 12 anos. Pneumonia também é outro fantasma que volta a assustar muitos pais no inverno. Segundo dados da Unicef, ela causa a morte de três milhões de crianças em todo o  mundo. Também é nessa época que crianças com alergia respiratória sofrem mais. Isso porque elas ficam mais tempo em locais fechados, o que facilita a transmissão dos vírus e das bactérias, sem contar que, expostas à baixa temperatura e ao clima seco, as vias respiratórias ficam mais sensíveis. A informação é uma das armas para enfrentar o problema. Por isso, preparamos esse guia com dados sobre as principais doenças que atacam no inverno e uma que parece ter voltado, a coqueluche. Com ele à mão, fica mais fácil conversar com o pediatra e encontrar a melhor saída para manter sua família forte e saudável nesse inverno.

Gripe e resfriado

A causa mais comum do resfriado é o rinovírus. Já na gripe, o  culpado é o vírus Influenza. São doenças virais e os sintomas e a prevenção, parecidos.

Como identificar: Os sintomas do resfriado são congestão do nariz e, às vezes, tosse seca e febre. Na gripe, febre alta, dores musculares e secreção no pulmão, com tosse e coriza.

Tratamento convencional: Manter a criança bem hidratada para fluidificar as secreções do organismo e eliminá-las rapidamente. Por essa razão os médicos indicam pingar no nariz soluções salinas. “Existe um medicamento que combate o vírus Influenza, mas ele só funciona se for aplicado até 48 horas depois de iniciada a gripe”, diz o pediatra Evandro Baldacci. Para aliviar a dor, recorre-se a analgésicos.

Tratamento alternativo: Homeopatas e antroposóficos também aconselham hidratar a criança. “Indico um soro caseiro feito com suco de laranja fresco, uma pitada de sal e uma colher de café de açúcar”, diz o homeopata Paulo Rosenbaum. Chás quentes de ervas, caldos vegetais e canjas também auxiliam, pois aquecem a garganta e desaceleram a reprodução do vírus, além de funcionar como descongestionantes. Se a febre passar dos 39 graus, ou durar mais de três dias, o médico precisa avaliar pessoalmente a criança para ver se precisa de algum remédio.

Prevenção: Para a gripe, a vacina contra o vírus Influenza é a melhor opção.

 

Otite

Existem dois tipos de otite: a externa e a média. A primeira acontece bastante em crianças que ficam muito tempo na piscina ou tomam banho e não secam direito o ouvido. Já a segunda é uma complicação da gripe, quando a coriza se acumula no ouvido médio.

Como identificar: Nos dois tipos, a dor é muito intensa e a criança não aguenta uma leve pressão dos dedos em torno do ouvido. Também podem surgir gânglios embaixo da mandíbula.

Tratamento convencional: No caso da otite externa, os médicos receitam medicamentos à base de corticoides para pingar no ouvido e reduzir a inflamação. Analgésicos e compressas quentes também são recomendados para diminuir a dor. A otite média de crianças muito pequenas normalmente é tratada com antibióticos. Já em crianças maiores, boa parte dos casos se resolve espontaneamente, apenas controlando a dor.

Tratamento alternativo: A homeopatia inicialmente indica um medicamento para fortalecer o sistema imunológico e outro para combater a infecção. Segundo o pediatra antroposófico Antonio Carlos de Souza Aranha, suspender o leite da alimentação da criança durante a doença também ajuda, pois ele colabora com a produção de muco. A orientação vale para todas as doenças respiratórias em que as vias ficam congestionadas com secreção.

Prevenção: Para prevenir a otite externa, a sugestão é pingar no ouvido da criança duas a três gotinhas de óleo de amêndoa antes de ela entrar na piscina. Quando a criança sai da piscina, o ideal é secar bem o ouvido  e pingar três gotinhas de álcool de cereal, encontrado em qualquer farmácia. Já para a otite média, é bom não amamentar o bebê e deitá-lo em seguida. Se regurgitar, o líquido sobe pela fossa nasal até chegar ao ouvido e causar uma inflamação.

 

Sinusite

Normalmente ela ocorre como uma complicação da gripe. A secreção se acumula nas cavidades do rosto, causando dores e dificuldade de respirar pelo nariz.

Como identificar: Nariz entupido com corrimento amarelo-esverdeado, dor de cabeça, tosse e mau hálito. A criança também pode sentir dores na região dos olhos, na testa, nas bochechas e até nos dentes superiores.

Tratamento convencional: Analgésicos para aliviar a dor e hidratação do corpo para facilitar a desobstrução das cavidades congestionadas. A causa da sinusite pode ser viral ou bacteriana, portanto é importante levar a criança ao pediatra para verificar se é necessário utilizar antibióticos ou não. Pode acontecer de a sinusite melhorar naturalmente. Se ela for viral, demora mais ou menos sete dias, se for bacteriana pode durar até um mês. Mas como os sintomas são muito incômodos e é uma doença que pode se tornar crônica, todo cuidado é pouco. “Muitas vezes, acredita-se que fazendo um raio X ele detectará na hora se a criança está com sinusite, o que é um engano. Os pais devem ficar atentos com o médico”, alerta o doutor Baldacci.

Tratamento alternativo: A medicina antroposófica indica a inalação de chá de camomila ou de sálvia. Você coloca o chá numa bacia e envolve a cabecinha da criança com uma toalha para que ela inspire mais vapor. “Outra recomendação é acrescentar uma colher de café de sal para cada xícara de chá de sálvia. Depois de fria, a solução pode ser pingada no nariz como um sorinho caseiro descongestionante”, indica o doutor Aranha.

Prevenção: Se a criança sofre de sinusite crônica ou recorrente (aquelas que duram meses e até anos), ou mesmo de alergias como asma e rinite (que às vezes desencadeiam a sinusite), procure mantê-la afastada de fumaça de cigarro, produtos químicos com cheiro forte e ambientes secos e empoeirados. É também aconselhável manter o nariz da criança sempre limpinho e desobstruído.

Amidalite

Surge com frequência como decorrência da gripe,  quando a inflamação vai para as amídalas.

Como identificar: A garganta dói e há dificuldade de engolir. Outros sinais são placas brancas de pus na garganta, febre e gânglios inchados em qualquer lado do pescoço e da mandíbula.

Tratamento convencional: