Menino de 2 anos morre após engasgar com tampa de garrafa pet

Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, pai da criança de 2 anos, que trabalha como delegado da Polícia Civil do Amapá, contou como foi o acidente

Resumo da Notícia

  • Bebê de 2 anos morreu após engasgar com tampa de garrafa pet;
  • O pai da criança afirmou que a tragédia aconteceu enquanto ambos estavam em casa;
  • Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, que trabalha como delegado da Polícia Civil do Amapá, comentou sobre as ameaças que vem recebendo.

Na última sexta-feira, 07 de janeiro, Arthur Gomes Benjamim, de 2 anos, morreu engasgado com uma tampa de garrafa pet. O menino foi levado já com obstrução das vias aéreas para o Centro de Especialidades Dr. Papaléo Paes com uma das unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

-Publicidade-

O menino estava passando férias com o pai há pouco mais de uma semana. A família materna, que mora em Florianópolis, alega que não conseguiu falar com Carlos Alberto para saber exatamente o que ocorreu. No sábado, 08 de janeiro, a criança foi velada e enterrada, e segundo informações da família materna para o G1, o pai não compareceu no velório e nem no sepultamento.

Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, pai do menino e delegado da Polícia Civil do Amapá, escreveu uma carta à imprensa se defendendo das críticas que vem sofrendo, principalmente nas redes sociais e da família materna da criança.

A nova fralda Huggies absorve o xixi, via canais exclusivos em formato de X, que se adaptam aos movimentos do bebê
O pai de Arthur que deixou o menino brincando na cozinha, sob a sua supervisão (Foto: Getty Images)

De acordo com o pai de Arthur, o acidente aconteceu na cozinha da casa dele, logo após o almoço. O filho estava a poucos metros brincando no chão. Quando a criança ficou em silêncio, Carlos Alberto se virou e percebeu que ela já não estava se mexendo.

“Eu fiz de tudo para salvar a vida do meu filho. Quando ele engoliu a tampinha, estava próximo de mim, e o fez no momento em que eu estava organizando as coisas pós almoço. Não houve falta de cuidado, ele estava sendo monitorado, foi uma tragédia que eu não desejo a nenhum pai ou mãe. Pergunto então, quem é que vai imaginar que o filho vai morrer por ter uma garrafa pet de água mineral em casa? Em qual contexto esse resultado é imaginável ou esperado? Qual pai pode ser apontado como negligente por isso?”, desabafou.