Primeiros socorros em bebês e crianças: conheça as técnicas que podem salvar a vida do seu filho

Ter criança em casa é sempre um sinal de cuidado redobrado! Em uma conversa com especialistas, montamos um guia para orientar o que fazer no momento do acidente doméstico e no que você precisa ficar de olho

Resumo da Notícia

  • Saiba o que fazer nos principais acidentes domésticos
  • Veja como agir com os primeiros socorros no bebê e na criança
  • Entenda como você pode driblar e evitar o problema em casa

Quando um bebê chega em casa, muita coisa muda e é preciso se preparar. Apesar da tarefa ser muito prazerosa, é preciso olhar com cuidado quando o assunto é segurança e pensar nos pequenos detalhes para prevenir acidentes. No mundo inteiro, cerca de 1 milhão de crianças morrem por causas acidentais anualmente, segundo a Safe Kids Worldwide.

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Saiba como agir e prevenir os principais acidentes domésticos (Foto: Shutterstock)

Dentre as principais causas no Brasil que mais possuem números de internações, é possível notar que na faixa etária de 0 a 14 anos são as quedas e queimaduras, de acordo com a ONG Criança Segura. Mas, felizmente, do ano 2000 até 2018, esse número já caiu pela metade e possui tendência em continuar sendo reduzido. A boa notícia é que com o apoio da família, dá para mudar esse cenário. Por isso, é essencial redobrar a atenção dentro e fora de casa.

Em uma conversa com a Dra. Tatiana Moura, Cirurgiã Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mãe de Apolo e Teodoro, e com a Dra. Francielle Tosatti, Pediatra, da Sociedade Brasileira de Pediatria, especialista em em Emergências Pediátricas pelo Instituto Israelita Albert Einstein, fizemos um guia de primeiros socorros para você ter em mãos e saber como agir imediatamente.

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O que fazer se a criança tiver um trauma

Na infância, segundo a pediatra, é estimado que uma a cada quatro crianças tenha uma lesão não intencional que precise de cuidados médicos específicos. O trauma é uma dessas situações, podendo evoluir ainda para emergências médicas. Se a família tiver dúvidas, mesmo que a criança esteja consciente, visitar um pronto-socorro infantil é indispensável.

“Em casos de traumatismos que cursem com sinais de alerta como alteração da consciência, dor persistente, progressiva e incapacitante, cortes que não param de sangrar, fratura exposta, chame imediatamente por ajuda ligando para 192 (ou o seu número de emergência local) para receber instruções”, orienta Francielle.

O que fazer se a criança cair e se machucar

Se a queda for em um ambiente domiciliar em uma altura menor do que 90 centímetros, a pediatra explica que não costumam causar grandes contusões. Mas, se for notado sinais como irritabilidade, sonolência, vômitos ou dor intensa, procure atendimento médico imediatamente.

Se não houver uma fratura no local do machucado, aplique gelo no local e observe se o inchaço ou dor ao movimentar acontece. Se houver qualquer tipo de corte, o recomendado é lavar com água corrente. Caso haja sujeira no local, como areia ou terra, por exemplo, faça uma compressão com panos limpos enquanto se dirige ao pronto-socorro para avaliar se há necessidade de sutura e/ou exames de imagem.

O que fazer se a criança tiver intoxicação

“Intoxicações são situações com grande potencial para se transformar em uma emergência médica, em especial quando os cuidadores tomam atitudes desesperadas e que podem acabar agravando as lesões”, reforça Francielle. Mesmo que o caso seja uma suspeita e não de fato uma intoxicação, não tente provocar vômitos ou remover por conta própria o objeto da cavidade oral.

Além disso, não ofereça qualquer tipo de alimento e, se possível, não esqueça de levar o rótulo do produto ingerido pela criança. No caso da intoxicação por medicamentos, a pediatra faz um alerta: “Por mais difícil que seja a criança aceitar o tratamento, jamais associe medicamentos a doces: ‘vamos tomar esse remedinho com sabor de bala’, etc. Mantenha os medicamentos e produtos de limpeza longe do alcance das crianças, medicamentos controlados devem ser guardados a chaves”. Se a criança estiver estável após a ingestão, entre em contato com o centro toxicológico para receber mais informações. Em São Paulo, capital, o número do CEATOX é 0800-0148110.

O que fazer se a criança engolir ou aspirar um objeto

O primeiro passo é não se desesperar e não realizar qualquer tipo de manobra se a criança estiver respirando. Se ela engolir um objeto, não dê nenhum tipo de líquido ou alimento e não tente fazer com que ela vomite, pois o ato pode causar uma pneumonia grave.

Se a criança aspirou ou engoliu o objeto, procure imediatamente o serviço médico mesmo que a remoção dele consiga ser feita em casa, pois pode ser que ele não tenha saído por inteiro. Vale lembrar ainda que é comum os pais não notarem em um primeiro momento que o acidente tenha acontecido, por isso, fique de olho se a criança:

O que fazer se a criança se afogar

“O afogamento se caracteriza pela falta de oxigênio no sangue (hipoxemia), que afeta todos os órgãos e tecidos”, explica a pediatra. Para determinar a gravidade do problema, é importante saber em média o tempo de submersão. Infelizmente, por ser um acidente silencioso, o afogamento pode ser letal.

Em caso de afogamento, tente reverter a baixa oxigenação do sangue, restabelecer a estabilidade cardiovascular e prevenir a perda de calor. Para isso, coloque a criança em posição lateral direita com a cabeça mais baixa que o tronco, evitando assim a aspiração de vômitos caso aconteça. Se os pais perceberam que ela não está respirando, é necessário iniciar manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) até que o serviço de emergência chegue.

Como fazer RCP em crianças: apoie uma das mãos no peito da criança entre o coração e os mamilos. Em seguida, pressione o tórax apenas com uma mão e conte duas compressões por segundo até a chegada da emergência.

Como fazer RCP em bebês: posicione os dedos indicador e médio no meio do peito e conte dois empurrões por segundo até que o resgate chegue.

O que fazer se a criança se queimar

Primeiro é necessário identificar se a causa da queimadura aconteceu por um escaldo, como derramamento de água quente, por exemplo, ou contato, encostando em alguma superfície quente. Segundo Tatiana, é necessário agir em seguida resfriando o local: “Imediatamente coloque em baixo de uma água corrente e lave com sabonete neutro se houver algum tipo de sujeira”, orienta.

No caso de queimaduras pequenas, a família pode cuidar em casa hidratando com um óleo de amêndoa e girassol, observando se há formação de bolhas. “Se houver bolhas e forem pequenas, os pais podem tirar a pele da bolha e continuar fazendo a aplicação do óleo. Se ela for maior e você não tiver condições de fazer essa limpeza, é melhor levar num pronto-socorro”, comenta a cirurgiã plástica.

Entenda os tipos de bolhas e queimaduras:

  • Queimaduras de primeiro grau (sem bolhas): hidrate a região e use protetor solar
  • Queimadura de segundo grau superficial: possui uma bolha flácida
  • Queimadura de segundo grau intermediário: possui uma bolha mais densa
  • Queimadura de segundo grau profunda para terceiro grau: visualização da destruição da pele e necessidade de levar em um serviço especializado

O que fazer se a criança se cortar

Em um primeiro momento, é fundamental analisar o grau do corte e da localização dele. No caso de arranhões que não ultrapassaram toda a espessura da pele, lave com água e sabonete neutro e coloque um curativo.

Agora, se o corte não para de sangrar e é mais profundo, Tatiana recomenda a ida em um serviço especializado para ver se há necessidade de pontos. Se o ferimento acontecer em regiões mais sensíveis como pálpebras, nariz, boca ou orelhas, a família também pode (e deve!) consultar um médico para avaliar a gravidade daquele corte.

Como prevenir acidentes domésticos

Na cozinha: a criança nunca deve estar sem a supervisão de um adulto neste ambiente. Invista em travas de porta de geladeira, armário, além de prendedoras de gavetas e protetores de fogão e cooktop.

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Quinas e escadas: a família pode optar por protetores de quinas, evitando assim cortes e fraturas, além de adesivos antiderrapantes em escadas.

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Janelas e varandas: para evitar o acesso, use telas e barreiras que não permitam que a criança alcance o local. Aa supervisão de um adulto também é indispensável.

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Piscinas: ao redor de todo o ambiente, use cercas ou grades do proteção, além de um portão que deve ficar sempre trancado. Após o uso, feche a piscina com lona e se necessário, coloque um alarme na região. Vale lembrar que as cercas devem fechar os quatro lados, além de terem pelo menos 1,5m de altura e serem a prova de escaladas.

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