Criança

Saiba o que fazer com seu filho em caso de acidentes domésticos

Listamos os primeiros socorros para serem tomados até a chegada ao hospital

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Os acidentes representam a maior causa de morte infantil. Por isso, preparamos algumas dicas úteis de primeiros socorros para serem aplicadas até chegar ao hospital ou receber ajuda de um profissional da saúde. Mantenha esta lista sempre bem perto de você!

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Segundo a coordenadora do Pronto Atendimento Infantil da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Wylma Hossaka, filha de Luzia e Vicente, as ocorrências mais comuns entre crianças são quedas, queimaduras, intoxicações, sufocações e afogamentos. Em todos os casos, o principal é tentar manter a calma para socorrer a criança e procurar atendimento médico. Não é fácil, mas é decisivo.

Quedas

Primeiro, cheque os sinais vitais da criança (respiração, batimentos cardíacos) e seu nível de consciência (se ela está acordada, se fica desorientada). Se ela ficar mais lenta, letárgica, sonolenta, com olhos semicerrados, é preciso correr ao hospital e fazer uma tomografia – lembre-se de que a radiografia só diagnostica as fraturas ósseas. Se a criança apresentar vômitos ou dor de cabeça nos momentos posteriores à queda, também é a hora de procurar um médico.

Mas se seu filho não apresentou nenhum desses sintomas, apenas a dor característica da queda, fazer uso de gelo e mantê-lo sob observação pelos próximos dias é o suficiente.

Se a queda provocou ferimentos, apenas lave o local machucado com água e sabão e, no máximo, aplique um antisséptico até chegar ao hospital, caso ela precise levar pontos.

Intoxicação

É importante lembrar que os produtos químicos devem estar longe do alcance das crianças e, de preferência, em embalagens que não chamem sua atenção. NUNCA coloque produtos em embalagens que não sejam as originais. Coloque-os em armários tranacados.

Se acontecer de seu filho ingerir algum produto químico – cosmético, produto de limpeza – o mais importante é não provocar o vômito nem dar nada para ele beber, nem mesmo água ou leite.

Isso evita que a criança se afogue e que o líquido nocivo atinja o pulmão, causando maiores estragos. No hospital será feita uma lavagem gástrica.

Sabonetes líquidos ou xampus geralmente não provocam danos mais sérios. Caso a criança vomite muito, pode ter de ser levada ao hospital para ser reidratada.

Antes de sair correndo para o médico, não se esqueça de pegar a embalagem do produto que foi consumido pela criança para que o médico possa fazer sua identificação e aplicar o procedimento correto.

Queimaduras

O jeito aqui é lavar com água fria para aliviar a dor. Nada de aplicar pasta de dente, cremes, nem pastas d’água. Para hidratar a superfície afetada use apenas água fresca até procurar um médico. Se a região só ficou avermelhada, pode ser tratada em casa. Mas se formar bolhas, já se configura como queimadura de 2º grau e é importante levar a criança ao hospital.

 

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Sufocações e afogamentos

Fique atento à condição dos brinquedos das crianças. Certifique-se de que nenhuma peça pequena corre o risco de se soltar e ser engolida. As crianças costumam ingerir pequenos objetos – como moedas, peças de brinquedos, tampas –, chegando a engoli-los. Nesses casos, é preciso levá-las ao médico para saber como proceder.

Quando há asfixia, tanto nos casos de sufocação quanto afogamento, os pais podem bater nas costas da criança, comprimir seu abdome e forçar a expiração até que ela jogue para fora o objeto com que se engasgou ou a água que penetrou em seus pulmões. Mesmo assim, leve-a ao hospital.

 

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Números importantes:

SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência): 192

Bombeiros: 193

“Queimou Ligue” do Instituto Pró Queimados: 0800-7077575

Outros telefones de emergência:

Ambulância
192

Polícia Civil
147

Polícia Militar
190

Pronto Socorro
192

Defesa Civil
199

Vigilância Sanitária
150

Telefones de emergência em Curitiba (PR):

Polícia
190

Siate / Bombeiros
193

SAMU
192

Centro de Controle de Envenenamentos (CCE)
0800 41 0148

(Fonte: ANVISA. Via Criança Segura www.criancasegura.org.br)

Centro de Referência Nacional – Brasília (DF)
 Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Responsável: Gerente Geral de Toxicologia SEPN 515 Edifício Omega – Bloco B – 3º andar Brasília/DF
Telefone: (61) 448.1082/448.1099/448.1451
Fax: (61) 448.1076
Site: www.anvisa.gov.br
E-mail: toxicologia@anvisa.gov.br

Belém (PA)
Centro de Informações Toxicológicas de Belém
Responsável: Pedro Pereira de O. Pardal Hospital Universitário João de Barros Barreto – Rua dos Mundurucus, 4487 – Bairro Guamá –
CEP: 66.073-000 – Belém/PA
Telefone: (91) 249.6370 (tel. CIT)
Fax: (91) 249.5365 (Diretoria)
E-mail:citbelem@yahoo.com

Belo Horizonte (MG)
Serviço de Toxicologia de Minas Gerais
Responsável: Délio Campolina Hospital João XXIII – Avenida Professor Alfredo Balena, 400 – 1º andar –
Santa Efigênia – CEP: 30.130-100 – Belo Horizonte/MG
Telefone: (31) 3239.9224/3239.9223 (Hospital) – (31)