Especiais

“A família pode ser do jeito que for, o que importa é que a criança seja amada”, afirma Laura Gutman

A psicopedagoga emocionou a plateia com sua palestra intimista

Rhaisa Trombini

Rhaisa Trombini ,Edileyne e Geraldo

(Foto: Gustavo Morita)

Laura é mãe de Miguel, Gaia e Maiara (Foto: Gustavo Morita)

Laura Gutman, mãe de Miguel, Gaia e Maiara, formada em Paris na área de Psicopedagogia Clínica e especializada em temas de família, iniciou sua palestra abrindo para o público fazer perguntas. A palestra correu como um bate-papo entre a argentina e os pais e mães presentes.

A especialista tirou várias dúvidas dos participantes sobre o relacionamento com os filhos e emocionou muitas pessoas. Laura afirmou que os adultos não conseguem acompanhar as crianças em seu próprio mundo. O que tentamos fazer é encaixá-las no nosso padrão e isso não é bom.

“Se não mergulhamos no mundo do filho, não conseguimos compreender completamente suas necessidades”, comentou a especialista. Veja algumas perguntas feitas à Laura:

“Crio minha filha em guarda compartilhada, minha filha fica uma semana comigo e outra semana com a mãe. Escuto muito que as mães assumem a figura paterna quando o pai está ausente no que isso implica no desenvolvimento da criança?”, perguntou um pai.

“O que importa é a experiência cotidiana da criança. Ela precisa se sentir amada. Podemos ter a família do jeito que for, com dois pais, duas mãe, sem uma mãe, sem um pai, mas o seu filho precisa se sentir amado. Se eu como criança me sinto bem é porque tenho alguém que me entende no mundo emocional. Tudo depende da interpretação que o adulto faz do mundo emocional da criança̶