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Hel Mother relembra importância do juntos e defende: “É preciso uma aldeia para criar um filho”

Helen Ramos foi a terceira palestrante do 7º seminário Internacional Pais&Filhos

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

(Foto: Rogério Lorenzoni)

O 7° Seminário Internacional Pais&Filhos tem como tema “Juntos é possível”. Helen Ramos, mãe do Caetano, subiu no palco para a terceira palestra do dia: “Juntos é possível com o amor da mãe”. A produtora de conteúdo, também conhecida como Hel Mother por causa de seu canal no Youtube, deu início a sua apresentação afirmando: só é possível juntos. Ela mostrou que veio para o evento com o intuito de tirar os mitos, quebrar tabus e aliviar o peso da culpa que a mãe sente.

Hel abriu o coração e relembrou a época que estava grávida. Ela disse que, naquele tempo, acreditava sim que o amor que a mãe sente bastava para que a criação do filho, mas percebeu que não era só isso. “Depois que tive o Caetano, percebi que não era só o amor que tornava isso viável. Comecei a me questionar o motivo desse sentimento ser cobrado e despejado sobre as mulheres e só sobre elas. Eu me senti iludida”.

Ao refletir sobre as consequências do patriarcado, Helen afirma que a imagem da mídia e da sociedade sobre a mãe ideal é muito diferente da verdade. “Perdemos o direito de pedir e questionar nossos direitos e isso não quer dizer que acho que ninguém deva ter filhos, pelo contrário. Eu me sinto transformada e muito realizada, mas a gente precisa questionar esse mito”.

Helen faz questão de incentivar as mudanças na sociedade. “A maternidade só pode ser vivenciada de forma plena quando a mãe não é sufocada por ela mesma”, defende e enfatiza: “Enquanto os cuidados continuarem a ser delegados às mulheres, a maternidade vai continuar nos pressionando”.

“Só quando a gente conseguir andar junto, homens e mulheres, ocupando seus papeis sociais, que as coisas vão começar a mudar”, diz. Helen acredita que os homens precisam ser convocados a cuidar dos filhos também e é importante lembrar que não só os pais estão inseridos no cuidado do filho.

“É preciso uma aldeia para criar uma criança, para isso serve a rede de apoio. Falar de responsabilidade compartilhada não é delegar funções, mas sim entender que o cuidado com a infância é um termômetro da saúde de uma sociedade. Eu não sei o que seria de mim sem uma rede de apoio”, afirma.

Helen disse uma frase que a gente amou: “A maternidade não precisa ser solitária e deve começar a ser uma escolha, não uma obrigatoriedade. Juntas é possível”. As risadas e palmas ao final só provam que as mães se identificam e que mudanças são mais do que necessárias. Precisamos cada vez ocupar lugares novos e relembrar da importância de estar juntos. “Ser mãe é um ato político”, finaliza.

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