Família

10 coisas que não devemos ter medo de dizer aos filhos

Imagem 10 coisas que não devemos ter medo de dizer aos filhos

Publicado em 29/05/2015, às 19h10 - Atualizado em 26/06/2015, às 11h39 por Redação Pais&Filhos


Se antigamente era comum os pais serem mais severos com os filhos, gritarem e até usarem da força física como forma de educar, hoje a maneira de impor limites e mostrar de quem vem a última palavra é outra (ainda bem!). Aqui na Pais&Filhos, nós sempre incentivamos o diálogo, e uma postura firme, mas nunca violenta.

Recentemente publicamos uma matéria com “frases que os pais não devem dizer aos filhos”. Mas, afinal, o que você não deveria mesmo dizer ao seu filho? Veja aqui nossa lista:

Não

Palavra simples, direta, objetiva, mas que representa muito no processo de desenvolvimento das crianças. O “não”, quando bem aplicado, tem efeito vitalício na vida dos filhos. É comum ficarmos inseguros para dizermos não. Afinal, ninguém quer ouvir de um filho frases como “Eu não te amo mais”. Mas, existem situações que não são negociáveis e certos comportamentos são inaceitáveis. Portanto, não podemos ter medo de pronunciar essa palavra quando percebermos que a situação pode sair do controle.

Sim

Outra palavra simples, mas de grande valia. Mais do que representar uma permissão, o “sim” transmite confiança à criança, mostra que a nossa opinião e a dela estão de acordo. É claro que, da mesma forma que o “não”, o “sim” também tem hora certa para ser pronunciado. Por exemplo, se vocês estão em uma festinha e seu filho pede para comer um doce ou tomar refrigerante o sim pode aparecer. Nesses casos é importante deixar claro que existem situações em que está permitido comer doces e tomar refrigerantes e que esse sim não vale para todos os momentos. Da mesma forma, se a família está em um momento divertido e seu filho pede para ficar acordado até um pouco mais tarde, também não tem problema. Acredite, o bom uso do sim, também é importante para a disciplina.

Ou

Existem momentos na vida em família em que é preciso dar opções às crianças. Nesses casos o uso do “ou” é muito indicado. Ele dá opções para as crianças, esse é um dos degraus para o desenvolvimento da autonomia, no entanto, uma autonomia supervisionada por nós. Por exemplo, se a sua filha quer ir vestida com a fantasia de princesa da Disney no casamento (quem nunca passou por isso?), você pode dar opções de vestidos que ela pode usar. Quem vai escolher é ela, mas com a sua autorização.

Não sei

Ninguém sabe tudo, que bom! E quando você vira mãe ou pai isso não muda em nada. Existem perguntas ou situações que os filhos nos apresentam que nós não temos resposta. Não tenha medo de dizer “não sei” aos filhos, no entanto, é preciso sinceridade. Se ele perguntou algo que você não tem a menor ideia do que significa diga algo como: “Agora eu não tenho a resposta para essa pergunta, vamos conversar depois? “ ou “Agora eu não consigo decidir isso, filho. Vamos falar com o seu pai para sabermos a melhor forma de resolver essa situação? “. Admitir que não sabemos é o primeiro passo para o aprendizado.

Agora eu não quero falar com você

Pode até parecer rude dizer isso, mas existem momentos que é melhor não falar com eles ao invés de explodir e falar o que não deve. Isso não fará com que ele pense que não o ama, pelo contrário. Quando você perceber que em breve irá explodir, diga que você está chateada e que não vai falar com ele naquele momento. É honesto, verdadeiro e educativo.

Me desculpe

Mesmo quando a gente percebe que a situação está saindo do controle e nos afastamos, pode acontecer de a gente soltar um grito ou exagerarmos na abordagem com os filhos. Acontece. Se você viu que exagerou na bronca, peça desculpas, explique que não estava em um bom momento e se descontrolou. O mundo precisa de pessoas que saibam se desculpar e saibam perdoar, isso proporciona empatia, solidariedade e alivia a culpa, ufa.

Obrigado

A famosa palavrinha mágica que a gente tanto ensina eles também deve ser dita por nós. Gratidão é (ou deveria ser) um dos princípios básicos para a convivência social. Quando o seu filho ajudar a colocar a mesa do café, agradeça. Quando se comportar ou mostrar que aprendeu algo, agradeça. Quando olhar nos olhos dele e ver quanto ele é significativo para você, não perca tempo, agradeça, também.

O que você acha?

Crianças estão em desenvolvimento e ainda não têm muita noção de como as coisas funcionam, mas isso não quer dizer que não tenham opinião ou personalidade.É muito comum a gente subestimar a opinião dos nossos filhos acreditando que nós somos os donos da verdade. Não dá para pensar assim. Enquanto estiver conversando com seu filho, pergunte o que ele acha da escola, da professora, da aula de natação. Isso estreita o vínculo familiar, possibilita que ele desenvolva sua maneira de olhar o mundo a transmite confiança.

Me ajuda?

Ninguém vive sozinho e é um erro pensar isso. Todo mundo precisa de ajuda, quando o auxílio vem de um filho, melhor ainda. Existem diferentes formas de pedir ajuda às crianças, e todas são benéficas para a relação. Você pode pedir que elas guardem os brinquedos do quarto, ajudem a colocar a mesa ou apenas brinquem em silêncio por alguns momentos. Isso mostra que existe parceria e compreensão entre vocês.

Eu te amo

Essa não precisa de explicação. Diga o quanto quiser em alto e bom som. Faz bem para quem fala e para quem ouve.

Consultoria: Márcia Orsi, psicóloga especialista em Intervenção Familiar do Instituto Terapia Sistêmica (ITS), de São José do Rio Preto – SP



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Comportamento

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