Alison conta história por trás de cicatriz que chamou atenção e acidente na infância serve de alerta

O corredor que conquistou bronze nos 400m com barreira nas Olimpíadas de Tóquio chamou a atenção do público por conta de uma marca na cabeça

Resumo da Notícia

  • Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze na corrida de 400m com barreira na madrugada desta terça-feira, 3 de agosto
  • O atleta possui uma cicatriz na cabeça que chamou a atenção do público das Olimpíadas
  • Alison contou sobre acidente que sofreu na infância e caso serve de alerta

Alison dos Santos conquistou medalha de bronze na corrida de 400m com barreira nas Olimpíadas de Tóquio. Durante a competição, outra coisa além da habilidade do atleta chamou a atenção do público: uma cicatriz na cabeça. Sobre isso, Alison resolveu explicar de uma vez o acidente na infância que causou a marca – e o caso serve de alerta.

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Segundo o corredor, um acidente com apenas 10 meses de idade marcou para sempre a sua cabeça. Isso porque, em casa, uma panela cheia de óleo quente caiu em cima da cabeça dele. A situação deixou Alison, quando era apenas um bebê, com graves queimaduras por todo o corpo.

O atleta contou a história sobre a cicatriz (Foto: Reprodução/ ESPN)

Por sorte, Alison conseguiu se recuperar do acidente após meses internado no hospital – contudo, as marcas nunca mais deixaram seu corpo. Ele aprendeu a crescer e conviver com as cicatrizes – que, também segundo ele, lhe causaram muita timidez. Foi um milagre que o atleta saísse sem danos mais graves do acidente doméstico, por isso, é importante se atentar e tomar os devidos cuidados.

Para se prevenir!

Todos os anos 1 milhão de pessoas são vítimas de queimaduras. A maioria, cerca de 80%, se acidenta em casa, em situações do dia a dia. E do total, 40% tem menos de 10 anos. Ou seja, esse é um assunto que merece total atenção de pais e mães.

Conversamos com o cirurgião especializado em queimaduras do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, Luiz Phillipe Molina, pai de Gabriel e João. Ele contou quais são os eventos mais comuns e como evitá-los:

1. Sopa quente queima mais que água quente – “Quando a água cai, ela se resfria e escorre, sem ficar muito tempo na região. Já o caldo da sopa é grosso e fica mais tempo em contato com a pele”, explica o cirurgião. O mesmo comparativo serve pra outras comidas muito quentes e café, por exemplo, que é quente mas também escorre.

2. A primeira coisa quando queimar: água, muita água – A água usada deve estar na temperatura ambiente, que é de mais ou menos 25ºC. Isso porque, de acordo com o cirurgião, a água fria evita que a queimadura continue lesionando a pele nas camadas intermediárias que ela tem. Se a queimadura for pequena, como por exemplo na mão, leve a criança para a torneira. Se for mais grave, já para o chuveiro direto. Depois do banho, toalhas e roupas limpas, pra evitar infecção.

É importante usar muita água nos ferimentos (Foto: Getty Images)

3. Borra de café na ferida e teia de aranha na ferida? – É uma lenda antiga do interior e algumas pessoas ainda usam. Mas acredite: não só não resolve como piora ainda mais a situação. “O local já está frágil e sujeito a infecção. Colocar uma coisa suja sobre ela só piora”, alerta o especialista.

4. Pasta de dente e pomada também estão proibidas – Primeiro, porque ao chegar no hospital a meleca vai precisar ser retirada pra limpar. Segundo, porque podem irritar ainda mais a pele. “Eles podem conter produtos químicos que não se sabe o que vão causar”, diz Molina.

5. Gelo também não pode – E porque água fria pode, então? “Porque o gelo também queima, como o fogo, mas por temperatura negativa”, explica o cirurgião.

6. Ao aquecer a comida da criança no microondas ou a água do banho, prove sem ela no colo – Segundo Molina, se a mãe errou na mão e na hora de provar na pele de fato estava quente demais, a tendência é que ela faça um movimento de defesa com os braços e derrubar no filho sem querer. “Às vezes ela não sente mesmo”, alerta.