Anestesista pode ser suspenso do exercício médico após estuprar grávida durante o parto

Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por estupro de vulnerável nesta segunda-feira, 11 de julho

Resumo da Notícia

  • Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro abriu um processo  para a suspensão imediata do exercício médico do anestesista
  • Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por estupro de grávida durante o parto
  • O abuso sofrido pela paciente foi filmado por enfermeiras e técnicas
   

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu um processo nesta segunda-feira, 11 de julho, para a suspensão imediata do exercício médico do anestesista Giovanni Quintella Bezerra após a prisão em flagrante, por estupro de grávida durante o parto. O abuso sofrido pela paciente foi filmado por enfermeiras e técnicas na madrugada desta segunda-feira no Hospital da Mulher Heloneida Studart.

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Giovanni foi preso em flagrante graças ao vídeo feito pelas profissionais de saúde, que serviu de prova para  confirmar o estupro. Ele é indicado por estupro de vulnerável, da qual a pena varia de 8 a 15 anos de prisão. A decisão do conselho,, de já entrar com a suspensão do anestesista, aconteceu pela gravidade do caso. Além disso, foi informado em nota pela instituição para a Veja, que o processo ético-profissional foi instaurado, o que pode resultar na cassação do médico.

Em nota, a conduta do médico foi repudiada pela Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde, a qual o hospital em que o caso ocorreu é subordinado. “Informamos que será aberta uma sindicância interna para tomar as medidas administrativas, além de notificação ao Cremerj. A equipe do Hospital da Mulher está prestando todo apoio à vítima e à sua família. Esse comportamento, além de merecer nosso repúdio, constitui-se em crime, que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor”, afirmaram as entidades.

A defesa de Giovanni alegou que ainda não recebeu os depoimentos e as provas que levaram o médico a ser preso em flagrante. Eles ainda afirmaram que não irão se pronunciar sobre o caso enquanto não tiverem o acesso a íntegra.

O caso veio ao público após o vídeo feito pelas enfermeiras do hospital, que já desconfiavam do comportamento do médico, acreditando que ele aumentava a dose de sedativo nas grávidas. Elas conseguiram de última hora mudar a sala de parto para que o registro do crime acontecesse. A vítima do estupro estava deitada na maca enquanto a cesárea acontecia. Ela estava desacordada quando o anestesista se aproveitou da situação e a violentou.