Anvisa aprova uso emergencial de Sotrovimabe em pacientes com covid-19

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 8 de setembro. O medicamento, no entanto, só pode ser usado em pacientes com mais de 12 anos e que tenham quadro leve ou moderado da doença, uma vez que casos graves não podem usar o Sotrovimabe

Resumo da Notícia

  • A Anvisa aprovou o uso emergencial do medicamento Sotrovimabe contra a covid-19
  • Ele só poderá ser receitado para pacientes com mais de 12 anos e com quadros leves e moderados
  • Entenda mais sobre o anticorpo monoclonal

Nesta quarta-feira, 8 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial do medicamento Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal, em pessoas acima de 12 anos infectadas pela covid-19 e que desenvolveram a doença de forma leve ou moderada.

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Estudos feitos em laboratório e em animais mostram que a utilização deste medicamento ajuda a evitar uma evolução mais grave da doença em pacientes específicos que apresentam maior risco após contraírem o vírus, como os que possuem idade mais avançada, comorbidades (obesidade, diabetes, doença renal, pulmonar, entre outras) e doenças crônicas. Este é o 5º medicamento aprovado para uso emergencial pela Anvisa para tratar a covid-19.

Apesar de ser destinado para pessoas que correm o risco de desenvolver a doença de maneira grave, a Anvisa reforçou que o medicamento não é indicado para casos avançados da doença – ou seja, quando o paciente já está hospitalizado e precisa de oxigênio para respirar.

(Foto: Getty Images)

Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, explica o motivo dessa orientação: “Anticorpos monoclonais como o Sotrovimabe podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19, que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”.

Essa medicação deve ser usada em pacientes com mais de 40 quilos em uma única dose aplicada de forma intravenosa, mas somente mediante indicação do médico que esteja cuidando do caso daquele paciente. E, para isso, ele deverá comprovar que está infectado pela covid-19 com um exame de laboratório.

“Considerando o momento da pandemia, o uso emergencial de caráter experimental, a área técnica considera informações satisfatórias e dada essa situação, essas incertezas, esse balanço risco benefício, sugerimos, recomendamos, uma autorização por meio da continuação de estudo clínico e monitoramento da eficácia, frente as novas variantes”, finaliza Mendes.