Astrofísica brasileira faz a primeira simulação de buraco negro através de inteligência artificial

O objetivo de otimizar o processo de resolver equações complexas da região. O resultado da pesquisa será divulgada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em breve

Resumo da Notícia

  • Brasileira fez a primeira simulação de buraco negro através de inteligência artificial
  • O objetivo de otimizar o processo de resolver equações complexas da região
  • O resultado da pesquisa será divulgada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em breve

É do Brasil! A astrofísica, Roberta Duarte, realizou a primeira simulação de buraco negro por meio de inteligência artificial, com o objetivo de otimizar o processo de resolver equações complexas da região. Além de facilitar o descobrimento de mistérios e coisas jamais encontradas antes.

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A doutoranda em astrofísica no grupo de buracos negros do Instituto de Astronomia da USP (Universidade de São Paulo), iniciou o projeto em 2018, utilizando diversas simulações diferentes para desvendar o processo.

Astrofísica brasileira faz a primeira simulação de buraco negro através de inteligência artificial
Astrofísica brasileira faz a primeira simulação de buraco negro através de inteligência artificial (Foto: Reprodução/Portal R7)

O resultado da pesquisa será divulgada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em breve. “A inteligência artificial dentro da astronomia é necessária, porque essa é uma da área que tem muitos dados. São milhões e milhões de dados, coisas que um ser humano não consegue analisar sozinho”, disse ela em entrevista ao Gizmodo Brasil.

“Eu acho que dentro da astronomia, a cosmologia é o que está mais avançado no uso de Inteligência Artificial. Já têm várias observações que estão utilizando IA para detectar exoplanetas, classificar objetos que estão no céu, entre outras coisas”, continuou.

“O século passado foi dado como uma era dos buracos negros, porque a gente teve trabalhos de Einstein, Hawking… Mas nesse século, estamos entrando em uma área observacional, que é uma segunda era de ouro dos buracos negros. Tivemos a descoberta das ondas gravitacionais em 2015, o prêmio Nobel de 2020, a foto buraco negro. Cada vez estão saindo mais resultados dentro dessa área”, concluiu.