Brasil realiza o primeiro implante de pâncreas artificial

A tecnologia, utilizada nos Estados Unidos e Europa, foi aprovada pela Anvisa, a um custo de quase 20 mil reais

Resumo da Notícia

  • Primeiro implante de pâncreas artificial é realizado no Brasil;
  • Uma curitibana, portadora de diabetes, foi a primeira pessoa no país a colocar o aparelho na barriga;
  • O pâncreas artificial carrega um reservatório de insulina e é capaz de medir o nível de açúcar no sangue a cada cinco minutos.

Um marco importante para a ciência! Nesta segunda-feira, 31 de janeiro, foi realizado o primeiro implante de um pâncreas artificial no Brasil. Larissa Strapasson, de 30 anos, foi a paciente que colocou um aparelho na barriga.

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A assessoria judiciária sofre de diabetes tipo 1, quando o organismo deixa de produzir insulina ou produz uma quantidade muito pequena. Ao g1, a curitibana conta que precisa sempre ter em mãos o kit de emergência, com o aparelho para medir as taxas da enzima no organismo.

”Quando a gente não dorme bem, você não consegue trabalhar, não consegue mesmo até cuidar da diabetes, você tem que se alimentar direito, fazer exercício”, conta a mulher.

Larissa é portadora de diabetes tipo 1
Larissa é portadora de diabetes tipo 1 (Foto: Reprodução/G1)

O pâncreas artificial carrega um reservatório de insulina e está ligado a um sensor que mede o nível de açúcar no sangue a cada cinco minutos. Ele recebe a informação via bluetooth, uma tecnologia que permite conectar aparelhos sem necessidade de fio.

Quando preciso, o pâncreas libera o hormônio, que é aplicado automaticamente, na dose certa. O aparelho consegue estabilizar a glicemia e mantém os níveis de açúcar por mais tempo dentro da meta estabelecida pelos médicos. Segundo o endocrinologista André Vianna, o aparelho, a longo prazo, traz muitos benefícios para o paciente.

“No futuro, essa pessoa vai ter menos complicações do diabetes; entre elas: complicações visuais que podem levar até a cegueira, complicações cardíacas, complicações nos rins, risco de amputações”, explica o especialista.

Utilização internacional

A tecnologia, desenvolvida nos Estados Unidos, já é usada lá e também na Europa. Aqui no Brasil, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a um custo de quase R$ 20 mil. A Associação Diabetes Brasil diz que vai pedir ao Ministério da Saúde que avalie o fornecimento do aparelho por meio do SUS.

O Ministério da Saúde afirmou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS ainda não recebeu nenhum pedido sobre o pâncreas artificial.