Casal de flamingos escapa de ataque de onças em Parque das Aves

Filhotes de onça em treinamento pelas mães atacaram recinto de flamingos no Parque das Aves

Resumo da Notícia

  • Onças atacam recinto de flamingos em Parque das Arvores
  • Os felinos estavam em treinamento pelas mães pela madrugada
  • A diretoria do local sentiu muito pelo ocorrido

Onças invadiram o recinto de flamingos no Parque da Aves, na madrugada da última quarta-feira (11). Algumas aves conseguiram escapar do ataque dos felinos que estavam em treinamento pelos adultos da mesma espécie. Mas o que chamou atenção foi o vídeo de um casal das aves fugindo dos ataques. Confira o vídeo aqui.

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Indira, a onça adulta, estava ensinando a filhote, Aritana, a caçar. A ação é do instinto natural do animal, de acordo com o Projeto Onças do Iguaçu. A administração do parque, afirmou que as aves que sobreviveram saíram do espaço que dividiam com outras, após os ovos caírem do ninho, sendo, portanto, um procedimento padrão

Flamingos são atacados por onças
Flamingos são atacados por onças no Parque da Aves (Foto: Reprodução / G1)

de 176 flamingos, 174 perderam a vida com os ataques e estresse causado pela situação. “Eu estou vivendo um momento muito difícil, junto com essa equipe tão dedicada da instituição. Das 176 aves que estavam no recinto, apenas duas sobreviveram e estão sendo monitoradas. Vamos planejar nossas próximas ações e passos. Estamos fazendo o acolhimento neste momento de luto profundo”, lamentou a diretora do parque, Paloma Bosso.

Indira, a onça adulta, está sendo monitorada no Parque Nacional do Iguaçu. A mãe teve o primeiro filhote este ano. “No começo do ano, esta onça atingiu a maturidade e, neste ataque ao recinto dos flamingos, estava ensinando o filhote a caçar. É um processo natural para um carnívoro predador. O filhote acompanha a mãe por dois anos, até caminhar por conta própria. Precisamos destacar que o que aconteceu foi uma fatalidade”, disse a Yara Barros, coordenadora do Projeto.

Das aves atacadas, seis foram resgatadas, mas apenas quatro dessas sobreviveram: “São 80 anos do Parque Nacional e não tem nenhum registro de ataque de onças a seres humanos. Elas se escondem e as pessoas não precisam se preocupar, porque o refúgio e moradia delas é a mata”, destacou.

O parque nunca havia registrado um ataque como esse antes: “As onças-pintadas não entraram em extinção pelo esforço de conservação da espécie. As pessoas precisam apoiar isso e não temer. Ações de conservação desta espécie se mantêm necessárias”, acrescentou.