Doria diz que São Paulo está na 2ª onda de Covid-19: “Teremos um ano difícil”

Durante uma reunião com todos os prefeitos do estado, ele pediu ajuda durante a batalha na linha de frente contra a doença e anunciou que São Paulo vive a segunda onda do coronavírus

Resumo da Notícia

  • Doria disse que o estado de São Paulo vive a 2ª onda do coronavírus
  • Ele pediu ajuda de todos os prefeitos durante a pandemia
  • 62% dos leitos de UTI estão ocupados

Durante uma reunião virtual, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o estado está passando pela segunda onda da Covid-19, que não era esperada em outubro do ano passado, pois a pandemia dava sinais de desaceleração. Em agosto de 2020, o governador havia comentado sobre o pior momento já ter passado.

-Publicidade-
Doria disse que o Brasil já está vivendo a segunda onda da doença (Foto: Unsplash)

“Tenho que fazer um alerta e um apelo. Alerta é a circunstância de segunda onda da covid-19, que chegou ao Brasil e mundo. Não tínhamos essa expectativa até outubro, mas São Paulo, Brasil e 215 países lamentavelmente estão vivendo a segunda onda deste vírus”, disse durante a reunião.

Atualmente, com 62% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados por conta da doença, o estado voltou a ter picos de óbitos, chegando em mais de 300 mortes por dia. Segundo especialista, o número ainda deve ter um aumento.

-Publicidade-
O governador pediu a ajuda de todos os prefeitos para a luta na linha de frente contra a doença (Foto: reprodução / vídeo / UOL)

“Setecentas pessoas perdem a vida por covid todo dia (no Brasil). São quatro aviões lotados todos os dias. Isso não é banal. Em São Paulo, perdemos cem vidas em um único dia. Isso não deve passar pela nossa visão, pela nossa leitura, imaginando que faz parte do cotidiano”, lamentou.

Sobre 2021, ele pediu a compaixão de todos e reforçou a responsabilidade de cada um dos prefeitos no combate da linha de frente. “É preciso que compaixão de prefeitos e membros do governo seja colocada como prioridade. Teremos ano difícil, muito mais difícil do que imaginávamos até outubro passado. Mas vai passar, se tivermos capacidade de agir com princípio de defesa a vida”, concluiu.

-Publicidade-