Família possui mais de 10 pessoas albinas: “É um recorde”

Aslam Parvez e a família moram no Paquistão, e estão prestes a bater o recorde mundial de grupo com mais pessoas com a condição no mundo

Resumo da Notícia

  • Aslam Parvez e a família moram no Paquistão, e estão prestes a bater o recorde mundial de grupo com mais pessoas com a condição no mundo
  • O grupo possui mais de 10 pessoas com albinismo na família
  • O recorde mundial são de apenas 4

Uau! Aslam Parvez e a família moram no Paquistão, e estão prestes a bater o recorde mundial de grupo com mais pessoas com uma condição única no mundo. Isso porque, na família, são 14 pessoas com albinismo – que, dentre muitas características, torna os cabelos das pessoas completamente brancos, independente da idade.

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São 14 pessoas com a condição
São 14 pessoas com a condição (Foto: Reprodução/ New York Post)

Aslam Parvez e seu irmão viviam no Paquistão com albinismo e se casaram com duas irmãs que também tinham o traço genético. Aslam, 64, e sua esposa, Shameem, 65, tiveram seis filhos, todos albinos. Daí, dos sete filhos de seu irmão, quatro também têm o traço genético.

Além disso, dois irmãos não albinos de Aslam também tiveram, no total, três filhos albinos. A irmã de Shameem e um de seus filhos albinos já faleceram, ou a família contaria 17 membros albinos no total. Mesmo com tantas pessoas albinas, porém, a condição genética recessiva, que causa falta de produção de melanina e muitas vezes também afeta a visão, ignorou inteiramente a geração mais recente de 14 membros da família.

São muitas gerações com a condição genética
São muitas gerações com a condição genética (Foto: Reprodução/ New York Post)

Os mais velhos, agora com orgulho da condição e aparência, contaram ao New York Post que já lidaram com situações difíceis de preconceito. “Quando crianças, nunca éramos convidados para festas de aniversário. Sempre éramos as últimas pessoas a serem escolhidas para as equipes esportivas da escola devido à nossa perda de visão. Éramos constantemente rejeitados dos grupos – nenhum de nós realmente tinha amigos”, desabafa Akhtar, uma das albinas da família. E ainda completa:

“Como família, nunca nos encaixamos na comunidade – faziam cocô de cachorro na soleira da porta, nossas janelas estavam quebradas e até mesmo uma vez tínhamos fogos de artifício empurrados pela caixa de correio”. Agora, porém, entende que o mundo é outro e que se orgulhar é extremamente necessário.

Os membros mais novos da família não foram afetados com o albinismo
Os membros mais novos da família não foram afetados com o albinismo (Foto: Reprodução/ New York Post)

As pessoas sempre terão coisas a dizer, mas você não precisa ouvir”, disse ela. “Eu adoro educar as pessoas sobre essa condição, para que possam entender o que é e o impacto que pode ter na vida das pessoas afetadas”. Por causa disso, inclusive, conta que procurou o Guiness – responsável por registrar recordes mundiais.

Eu me inscrevi para entrar no Livro de Recordes Mundiais do Guinness porque somos uma família única e acredito que é algo que deveria ficar marcado na história”, disse Akhtar. “Quero que as pessoas saibam que mesmo que você não se enquadre no mundo, você ainda é importante e pode deixar sua marca no mundo – e nunca perder a esperança”, finalizou.