Família reencontra bebê que ficou internado por 10 meses

A criança nasceu com 27 semanas, após a mãe ser diagnosticada com Covid-19 em dezembro de 2020

Resumo da Notícia

  • Bebê que ficou 322 internada reencontrou com a família
  • A criança nasceu prematura após a mãe ter sido diagnosticada com Covid-19
  • O reencontro foi emocionante

Uma família pode reencontrar com a filha Malu, recém-nascida, após ficar 10 meses internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). A cena foi registrada e publicada na web, comovendo milhares de pessoas.

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“Ela nasceu e foi direto para UTI, ficou por quase 11 meses (322 dias) e nossa família teve pouquíssimo contato, as visitas estavam restritas no hospital por conta do Covid. Quando tivemos certeza da alta, poucos dias antes de ir pra casa, decidimos não contar para os avós e tios e fazer essa surpresa!”, escreveu ela na legenda do post. Assista ao vídeo AQUI.

Bebê reencontra família após 10 meses internada
Bebê reencontra família após 10 meses internada (Foto: Reprodução / Instagram / @redarzi)

A mãe da menina, Renata Darzi, foi diagnosticada com Covid-19 em dezembro de 2020. Duas semanas após ter contraído o vírus, ela afirmou ter sido que o bebê não estava mais se mexendo.

“Eu não sei explicar o que aconteceu, mas eu sei que eu tive um sentimento muito forte, que, sinceramente, eu atribuo a um sexto sentido maternal, porque nada explica”, contou.

Ela foi encaminhada para o hospital e atendida pela equipe médica. A mãe tentou ser tranquilizada, mas ela contou que continuava sentido que algo estava errado. “Vou ligar para a sua médica e a gente tem que tentar salvar a vida desse bebê, porque ele não está bem dentro da sua barriga. E a única chance que a gente tem de salvar a vida dela é interrompendo a gestação agora”, afirmou a enfermeira, após fazer um ultrassom e perceber que algo grave estava acontecendo. Até então, Malu estava com 27 semanas.

A mãe deu à luz e, em seguida, a bebê precisou ser internada. “Era muito pequenininha, nasceu roxinha, foi intubada, reanimada, foi direto para a UTI”, disse.

“Desse dia em diante, nossa vida virou de cabeça para baixo. Ela começou a ter muitas intercorrências. Tudo para o lado ruim ia acontecendo com ela. Ela teve uma hemorragia cerebral que evoluiu para o pior nível, teve hidrocefalia, teve que fazer uma cirurgia no coração para fechar um canal arterial, quatro infecções, 12 transfusões de sangue, infecção na cabeça”, contou.

“O batimento cardíaco dela estava abaixando, eles estavam dando adrenalina e ela não estava respondendo. Eles achavam que ela já tinha passado por tanta coisa que ela não iria aguentar mais. Eu dormi no hospital achando que iria ser a última vez que eu iria vê-la, mas, no dia seguinte, ela começou a responder. E, a partir dai, começou a melhorar”, continuou.

“A gente já tinha recebido várias ‘supostas altas’. A gente falava e não tinha. Então, desta vez, eu decidi não falar para ninguém e, quando ela saísse, faria uma surpresa”, concluiu.