Filha de Solange Couto conta que perdeu emprego ao se assumir bissexual: “Sofri meses de ataque”

Morena Mariah, filha de Solange Couto, desabafou ao dizer que sofreu consequências negativas ao assumir bissexualidade. Em complementou, afirmou que perdeu emprego após contar sobre a vida pessoal

Resumo da Notícia

  • A Morena Mariah, filha de Solange Couto, contou que perdeu o emprego ao contar sobre bissexualidade
  • A assessora parlamentar disse que foi recusada em trabalhos e no Google seu nome tinha mais de 100 mil links falando sobre a sexualidade
  • Em complemento, ela afirmou que sofreu ataques na época que compartilhou sobre sua vida pessoal

A Morena Mariah, filha da atriz Solange Couto, compartilhou um desabafo sobre o que já vivenciou em sua vida corporativa, bem como explicou os traumas que carrega consigo após ter se assumido bissexual. Atualmente com 31 anos, a assessora parlamentar relembrou que quando assumiu um namoro com uma mulher, aos 19 anos, a exposição pessoal impactou negativamente em sua vida, na época. O relato foi realizado por meio do Instagram, durante esta terça-feira, 17 de maio.

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“Descobri que era bissexual aos 18/19 anos. Na época, minha vida virou do avesso. Noticiaram nos jornais que eu era lésbica (que nunca fui) como se fosse algo compatível com ser uma criminosa, sofri meses de ataques nas redes, perdi emprego, passei anos enfrentando um verdadeiro estresse pós-traumático toda vez que saia algo com meu nome na imprensa”, contou.

Filha de Solange Couto contou que perdeu emprego após assumir bissexualidade
Filha de Solange Couto contou que perdeu emprego após assumir bissexualidade (Foto: Reprodução / Instagram)

Além disso, a Morena relatou que teve que conviver tamanha exposição nas redes sociais. “Fui recusada em trabalhos e no Google meu nome tinha mais de 100 mil links falando sobre minha sexualidade. Por anos isso me assombrou, perdi amizades, oportunidades. Eu era só uma menina descobrindo minha sexualidade e o mundo me quebrou no meio por causa disso”, continuou.

Em complemento, disse: “”Hoje ainda lido com a tentativa das pessoas de reduzir minha sexualidade ou falar por mim mas tenho menos paciência com gente intrometida e dou logo um fora. Não tenho motivo pra fingir que não sou quem sou. Paguei muito caro pra ser coerente com minha sexualidade para ter que me esconder. LGBTQIA+fobia mata. Mata direta e indiretamente. Respeito é um direito”, finalizou.