Galeria de arte interativa convida família a participar das obras

A exposição que acontece no Shopping Frei Caneca, em São Paulo, vai até o dia 14 de fevereiro. Todos estão convidados a entrar, refletir e arrasar na criatividade para compor os desenhos

Resumo da Notícia

  • Você já ouviu falar em galeria interativa de arte? Pois é, agora você tem a chance de "entrar" nas obras
  • A exposição vai durar até o dia 14 de fevereiro no Shopping Frei Caneca
  • Conheça um pouco mais da inspiração do artista plástico Renato Gave para criar esse espaço

Um pouco de arte faz bem! E muito. “A arte transcende o plano real e te dá uma margem mais legal para outras interpretações da vida”, é assim que Renato Gave, artista plástico, filho de Sergio e Jurema, entende essa esfera. Por essa razão ele foi além e decidiu criar uma galeria de arte interativa. Ele contou que a ideia surgiu de um convite do Shopping Frei Caneca, há mais de um ano, antes do início da pandemia. Mas devido a todas as complicações do coronavírus, os planos precisaram ser adiados. Ao retomar, ele teve certeza que gostaria de fazer um trabalho para o público se sentir parte.

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As cores vibrantes chamam atenção em meio ao shopping (Foto: Divulgação)

“Com esse lance mais surrealista, criei cenários pela primeira vez e pensei: ‘Quero fazer uma interação legal da arte com as pessoas. O mote principal são as pessoas, elas são um complemento do desenho”, explica. Assim, surgiu a exposição no Shopping Frei Caneca (SP), com desenhos de cores vibrantes e diversos personagens e objetos para a família também brincar e usar a criatividade para compor a “obra de arte final”.

Os desenhos vão desde um momento no chuveiro, para tomar aquela ducha, até uma mão de marionete, que o artista comenta: “Cada pessoa interpreta de um jeito. Você pode pensar se alguém está fazendo isso com você ou se você pode estar fazendo isso com alguém”.

Um respiro de cultura

A galeria se encontra no 2º piso do shopping e pode ser acessada por qualquer um nos períodos em que o estabelecimento comercial está aberto: de segunda-feira a sábado das 10h às 22h; e aos domingos e feriados das 14h às 20h. A exposição já está disponível e vai até o dia 14 de fevereiro. “A ideia da iniciativa é deixar as pessoas alertas, gerar esse pensamento, essa reflexão”, conta. E é justamente a possibilidade de diversas interpretações que encanta o artista: “Vejo vários comentários que nunca pensei. Então você percebe que também é possível essa visão. Isso é muito legal”.

Você pode participar da obra, da forma que preferir (Foto: Divulgação)

E só pelo fato de ter esse espaço em um shopping é um “choque” para Renato, já que a pessoa não comprou ingresso e não imagina que irá encontrar algo assim. “Ela é muito colorida e destoa. Desperta essa curiosidade. O sentimento ali é de alegria”, afirma. E ele contou um episódio que passou que prova isso. “Uma menina disse uma vez: ‘Eu estava na bad, porque aconteceu algo com minha família e decidi dar uma volta no shopping pra sair de casa. Vi sua galeria e veio uma alegria, fiquei apreciando’. Isso já valeu todo o trabalho que tive”.

Renato não quer apenas gerar reflexões pesadas, mas trazer um sentimento bom, paz. Com a ajuda da tecnologia, através de fotos e compartilhamentos nas redes sociais, ele quis brincar com a possibilidade de ampliar a interação e criou um concurso. Para participar, basta ir ao espaço, tirar uma foto e compartilhar no Instagram. O artista irá selecionar algumas que irão para votação popular. A mais votada irá ganhar uma customização de jaqueta ou tênis, a pessoa poderá escolher.

Por fim, o artista faz um apelo: “A arte precisa estar disponível, para que possa ser vista. Quanto maior a disseminação (não só em relação à pintura), melhor. É bom ler fatos e dados, faz você pensar no cotidiano, mas a arte te tira desse plano e atinge outra parte do seu cérebro. Faz você sair do normal, ser mais leve”. Para ele, a interação com a arte traz o sorriso, o lado cômico. “É sobre esse instante de alegria”, conclui.

O início de tudo

Renato conta que as obras não tem um conceito específico, são várias histórias (Foto: Divulgação)

Renato conta que mesmo antes de perceber que poderia gostar desse tipo de trabalho, já teve uma ajudinha e incentivo. Aos 15 anos de idade, no Colégio Integrado Global, recebeu um convite mais que especial do professor de artes. Graffiti ainda não era algo muito evidente na cidade ou popular, mas ele teve a oportunidade de fazer algo similar. “O colégio ia fazer uma sala de troféus nova e esse professor chegou para mim e perguntou se eu não queria fazer uns desenhos na parede”, diz. Ele assume que ficou assustado com o convite e teve receio de aceitar. “Falei para ele depois de um dia que não queria. Vai que eu erro, como apaga? E agora está aí. Ele teve essa destreza no olhar, essa pureza. Mesmo quando eu não sabia, ele pensou: ‘O menino pode ser isso’”, revela. Conheça mais sobre o trabalho de renato em @renatogave.