Gêmeas transsexuais contam experiência após cirurgia de mudança de sexo: “Sensação inacreditável”

Sofia Albuquerck e Mayla Phoebe Rezende, se tornaram as primeiras gêmeas trans no mundo a realizarem a cirurgia de redesignação de gênero no dia 10 de fevereiro

Resumo da Notícia

  • Sofia Albuquerck e Mayla Phoebe Rezende comentaram como estão se sentindo 2 meses e meio após o procedimento
  • A operação realizada no dia 10 de fevereiro, era um desejo antigo das duas, que desde a infância já sabiam que eram meninas
  • O pós-operatório, felizmente, segue bem

Sofia Albuquerck e Mayla Phoebe Rezende, se tornaram as primeiras gêmeas trans no mundo a realizarem a cirurgia de redesignação de sexo. Elas comentaram como estão se sentindo 2 meses e meio após o procedimento que mudou para sempre a vida delas. A operação, segundo a Marie Claire, realizada no dia 10 de fevereiro, era um desejo antigo das duas, que desde a infância já sabiam que eram meninas.

-Publicidade-

O pós-operatório, segundo elas, segue bem. “A única coisa que doeu bastante foi a dilatação, que temos que fazer após o procedimento, mas isso vai diminuindo com o tempo e aos poucos”, conta Sofia. “Quando eu acordei da cirurgia não queria que me dessem banho porque parecia que o meu órgão masculino ainda estava lá, e eu tinha vergonha. Mas quando passei a mão e vi que tinha dado certo, me acalmei. É uma sensação inacreditável, parece que eu estou sonhando ainda”, explica.

As gêmeas começaram a transição de gênero aos 15 anos (Foto: Alex Ferrer)

Mayla ainda acrescenta: “Só vi (a vagina) quando o médico tirou o curativo no segundo dia. Ele disse que estava inchada e que eu poderia me assustar. Mas eu não acreditava, estava extremamente satisfeita, achava ela bonita até inchada. Ainda não caiu a ficha”. Segundo ela, o pós-operatório não dói nada. “O que eu senti é a sensação do membro fantasma, como se o meu órgão masculino ainda estivesse aqui”.

A Síndrome do Órgão Fantasma ocorre quando, mesmo após a perda de um membro, a pessoa ainda experiência sua existência, sentindo, inclusive, coceira ou dor. Ambas as estudantes, Mayla, técnica de enfermagem, cursando medicina em Buenos Aires e Sofia estudando engenharia civil, as duas ficaram muito contentes que a história delas ajudou outras pessoas trans.

As gêmeas são as primeiras do mundo a realizar cirurgia de redesignação sexual juntas (Foto: Reprodução/ Época)

“Eu e a Sofia temos um grupo com várias meninas trans. Nunca pensei em ser inspiração para alguém, mas tento ajudar. Hoje em dia, converso com uma mulher trans de 48 anos que me pergunta como ‘sair do armário’, sabe? Acho importante falar sobre”, comenta Mayla.

Elas ainda apontaram que no começo a exposição na mídia a gerou insegurança, temendo críticas dos internautas. “No começo, eu fiquei com muito medo das pessoas, de sair na rua e alguém me reconhecer e tentar fazer alguma coisa, de quantas pessoas vão me odiar nas redes sociais”, admite Sofia. “Quando tudo foi exposto, alguns comentários me deixaram muito chateada, mas eu me apeguei muito em Deus para enfrentar tudo isso”.