Gestante de bebê diagnosticado com ‘meio coração’ vai à Justiça pedir cirurgia para o filho

Kamylla Santos, gestante de 36 semanas, entrou na Justiça para que o filho tenha o direito de realizar uma cirurgia de alto risco em São Paulo.

Resumo da Notícia

  • Gestante entra na Justiça para que filho possa realizar cirurgia de alto risco
  • De acordo com o diagnóstico, o bebê possui uma cardiopatia grave
  • A família fez uma vaquinha na internet para arrecadar valores para o deslocamento até São Paulo

A Kamylla Santos, grávida de 36ª semanas, descobriu que o bebê possui a Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma malformação mais conhecida como “meio coração”. De acordo com o médico que acompanha a gestante, esse diagnóstico diz respeito de uma cardiopatia grave. A mãe, moradora de Pires do Rio, em Goiânia – mostra estar preocupada com a situação, pois precisa se deslocar até a capital paulista para realizar a cirurgia do bebê, logo em seguida do nascimento. “Se eu fizer o parto aqui em Goiânia, a chance é zero de ele sobreviver. Já em São Paulo, é de 84%. Estou com 36 semanas, estou desorientada”, contou a mãe em entrevista ao G1.

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No último domingo, 27 de fevereiro, a mãe entrou com um pedido na Justiça e relatou a situação ao Ipasgo (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás). Após o recebimento do pedido judicial, a Kamylla conseguiu uma autorização que determina o custeio de todos os procedimentos de internação em outro estado, no caso, São Paulo.

Arthur Gabriel diagnosticado com 'meio coração' (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
Arthur Gabriel diagnosticado com ‘meio coração’ (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

A decisão de ir para outro estado realizar o procedimento cirúrgico partiu do Ipasgo, que alegou São Paulo como uma cidade de grande número estatístico no quesito de sobrevivência em cirurgias no Brasil. Após a autorização do plano, a mãe decidiu fazer uma vaquinha online e divulgar nas redes sociais. Pois somente assim ela conseguirá se manter em São Paulo após o nascimento do bebê. “Como eu vou para lá sem autorização, sem dinheiro?”, relatou a Kamylla.

Em nota, o Instituto de Assistência dos Servidores Público de Goiás (Ipasgo) diz: ” O Instituto só tomou conhecimento do pedido após a intimação da decisão judicial, que ocorreu ao final da tarde desta quarta-feira (02/03). Na tarde de hoje (03/03), a usuária apresentou contrações e, neste momento, é assistida por uma unidade da rede credenciada do Ipasgo, em Goiânia.”

Ainda complementou: “Agora, o Instituto aguarda o posicionamento da equipe médica, responsável pelo atendimento, para avaliar a possibilidade de transferência da beneficiária e da criança para São Paulo, onde deve ser realizado o procedimento solicitado. O Ipasgo ressalta que iniciou, nesta quinta-feira (03/03), as tratativas com as unidades hospitalares de São Paulo, capazes de realizar a cirurgia de forma segura e adequada”