Jovem é agredido ao lado da mãe durante show na Virada Cultural em São Paulo

O João Portela foi agredido durante a apresentação do funkeiro Kevinho, em meio ao Vale do Anhangabaú. O evento contou com outras acusações de violência

Resumo da Notícia

  • Um jovem foi agredido ao lado da mãe durante show na Virada Cultural em São Paulo
  • O João Portela sofre a violência enquanto assistir ao show do artista Kevinho
  • O evento paulistano contou com outras acusações de violência

A madrugada de show’s da Virada Cultural que aconteceu de sábado, 28 de maio, para domingo, 29 de maio, em São Paulo – foi palco para violências cometidas para com o público espectador. Nos espetáculos protagonizados no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista, correu arrastões, roubos, furtos de celulares e agressões. Segundo reportagem do g1, tiveram show’s interrompidos por conta da situação.

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Segundo o jornal, o público criticou a atuação das forças de seguranças e acusou policiais e militarem e guardas-civis metropolitanos de não atuarem para impedirem os rimes. O show de Kevinho, programado para às 23h do sábado, foi encerrado antes do esperado. Em anúncio, o artista disse que as pessoas estavam “se machucando” e que a decisão era da Prefeitura de São Paulo.

Ao longo do show dele, foi presenciado pessoas sendo levadas pelo Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro, gente correndo e agressões sendo cometidas. Em entrevista concedida ao g1, o João Portela, jovem de 26 anos e fã de Kevinho, disse que foi agredido durante o show do funkeiro ao lado de sua mãe. O rapaz foi encontrado com o rosto inchado e com marcas de sangue.

Show do Kevinho na Virada Cultural na cidade de São Paulo
Show do Kevinho na Virada Cultural na cidade de São Paulo (Foto: Reprodução / Instagram)

“Estamos ali na praça. No tempo que eu estou ali, já foram uns 15 arrastões. Não tem policiamento, ali não tem nada, é só bandido. Se eles não levam o que eles querem, eles te batem”, afirmou.

Após o show, o João e um grupo de pessoas que tinham sido vítimas de algum tipo de violência ou presenciado algum crime, foram em contato com um carro da guarda municipal questionando a falta de segurança do evento. O Vinícius Vasconcelos, de 27 anos, foi uma das pessoas que mais se indignaram com a situação. “Acontecem arrastões o tempo inteiro. Se a gente ficar parado aqui, a gente vai ver um grupo de pessoas se aproximando de alguém… Eles escolhem alguém e batem até pegar as coisas dessa pessoa”, contou.

Em complemento, falou que, embora a nova organização do evento tornasse o deslocamento entre palcos mais seguro -não houve nenhuma melhor em relação à segurança da população. “A atuação da polícia é a mesma”, finalizou.