Jovem salva a vida da mãe após convencer os médicos a fazer uma operação incomum

Aliana Deveza ajudou a mãe receber um novo órgão, depois de passar anos fazendo hemodiálise

Resumo da Notícia

  • Jovem salvou a vida da mãe após convencer o hospital a fazer uma operação incomum
  • A mãe precisava de um rim, mas a filha não podia doar para ela
  • Após diversas tentativas, Aliana doou o fígado para outra paciente e a irmã da que recebeu o órgão, doou o rim para a mãe

A jovem, Aliana Deveza, foi submetida a uma cirurgia aos 19 anos para salvar a vida da mãe, Erosalyn. Ela precisou convencer a equipe médica de um hospital para realizar a troca de órgãos entre pares de doadores sem parentesco. O caso aconteceu nos Estados Unidos.

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“A primeira coisa que perguntei quando acordei foi como estava minha mãe. Ela está bem? Deu tudo certo?”, contou ela ao portal de notícias BBC. “Eu não estava mais preocupada comigo, estava apenas focada em superar a dor que estava sentindo. Só de ouvir que todo mundo havia conseguido, fui capaz de respirar novamente”, relembrou.

Um dos órgãos doado por Aliana, iria para uma das irmãs que também estavam sendo operadas. Contando que um dos rins da outra menina também seria doado para a mãe. No total, duas vidas estavam sendo salvas.

Filha convence hospital a fazer operação incomum na mãe
Filha convence hospital a fazer operação incomum na mãe (Foto: Getty Images)

Afinal, a jovem não pôde doar o rim para a mãe. Afinal, acredita-se que o problema que a mãe enfrenta pode ser hereditário, tendo o risco de continuar na mesma situação, caso o órgão fosse dado pela filha. No entanto, preocupada com a situação, Aliana começou a pesquisar se havia outro que poderia ser colocado no lugar.

“Comecei a pesquisar os tipos de órgãos que podem ser doados enquanto a pessoa ainda está viva. E o fígado foi o que mais apareceu”, disse ela. A jovem começou a ligar para os hospitais falando sobre a possibilidade de troca, no entanto, não era uma operação comum. “Alguns hospitais me transferiram para o necrotério, porque eles não sabiam do que eu estava falando”, contou.

No entanto, elas encontraram duas irmãs que ajudariam Aliana e a mãe. Uma das irmãs iria receber parte do fígado e a mãe receberia um rim da outra irmã. “Acho que as pessoas se afastam da ideia de doação de órgãos por causa do medo que a rodeia”, disse ela. “São cirurgias de grande porte, definitivamente há muitos riscos. Mas entender isso e passar pelo processo com uma equipe que estará ao seu lado durante o processo é o que ajuda”, continuou.

O economista Alvin Roth, que recebeu o prêmio Nobel de Economia de 2012, ao criar um sistema que ajuda as pessoas a doar e receber rins, afirmou: “Diferentemente de muitos órgãos, é possível que alguém dê um rim a quem ama e salve sua vida”.

“Mas, às vezes, não podem tirar seu rim, mesmo que você seja saudável o suficiente para doar um. E talvez eu seja o doador em um caso semelhante. Adoraria doar um rim para alguém que amo, mas não posso”, continuou. “No entanto, talvez, meu rim funcione para o seu paciente, e seu rim funcione para o meu paciente. Este é o tipo mais simples de troca de rim, em que dois pares de doadores se juntam, e cada um recebe um rim compatível dos outros pacientes”, disse.

O trabalho dele possibilitou o aumento da quantidade de vezes que os rins podem ser trocados a cada ano nos Estados Unidos.