Jovem sem internet estuda com livros que achou no lixo e passa em universidade pública

Davi Eduardo Ferreira de Brito, de 20 anos, não deixa nada entrar entre ele e seus sonhos. O jovem pernambucano está cada vez mais próximo de realizar o maior desejo da própria vida, se tornar professor

Resumo da Notícia

  • Davi Eduardo Ferreira de Brito, de 20 anos, não deixa nada entrar entre ele e seus sonhos
  • O jovem pernambucano está cada vez mais próximo de realizar o maior desejo da própria vida, se tornar professor
  • Sem internet e apenas com livros que encontrou no lixo, ele conseguiu vaga na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)

Davi Eduardo Ferreira de Brito, de 20 anos, não deixa nada entrar entre ele e seus sonhos. O jovem pernambucano está cada vez mais próximo de realizar o maior desejo da própria vida, se tornar professor. Sem internet e apenas com livros que encontrou no lixo, ele conseguiu vaga na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

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Muito feliz com a conquista, ele reconhece que a vitória não é só dele, mas também de toda a família. Isso porque ele vai ser o primeiro membro a ingressar em uma universidade pública. O objetivo dele é ressignificar na comunidade onde vive o que significa a escola para uma criança pobre.

“Sempre quis ser professor. Gosto muito de transmitir o que aprendo. Quero ensinar para encorajar outros jovens, principalmente da minha comunidade, para estudarem”, conta Davi. “Muitos não têm esperança de que com os estudos podem melhorar de vida. Encaram a escola como uma fuga da realidade, vão só para comer a merenda e passar o tempo”, completa.

Jovem passa em universidade publica estudando com livros que encontrou no lixo e sem internet (Foto: Reprodução/ Razões Para Acreditar)

Em busca de mudar isso, a vaga que ele garantiu foi no curso de geografia para bacharelado, não licenciatura – que é especialização necessária para poder dar aula. Apesar disso, ele diz que vai tentar uma transferência interna para realizar o sonho.

Para ajudar financeiramente a família, além de estudar, o pernambucano trabalha descarregando cargas para uma empresa de produtos de saúde. E independente da universidade, com a pandemia e as dificuldades da família, Davi vai continuar no emprego e tentar conciliar a nova rotina universitária com o trabalho.

“É um orgulho imenso ver meu filho chegar onde chegou. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, apesar de sempre incentivá-lo. […] Estamos felizes demais. Estamos abestalhados, já chorei e tudo”, conta Claudia Feijó, mãe do agora universitário.