Menino que vendia trufas e foi enganado com nota falsa ganha oportunidade única: “Um futuro melhor”

João Victor Jesus, de 13 anos, vendeu todas as suas trufas para uma mulher que lhe entregou uma nota falsa de R$100. Após a repercussão do caso, o adolescente recebeu apoio de muitas pessoas, doações e a proposta de estágio em uma fábrica de chocolate

Resumo da Notícia

  • Em maio deste ano, um adolescente que vendia trufas no semáforo foi enganado por uma compradora
  • O menino de 13 anos perdeu todas as suas trufas ao vendê-las para uma mulher que deu uma nota de R$100 falsa
  • Após a repercussão do caso, ele recebeu várias doações e ganhou um estágio em uma fábrica

No final de maio deste ano, um adolescente de 13 anos foi enganado por uma mulher e perdeu todas as trufas que vendia em um semáforo após a compradora pegar todos os doces em troca de uma nota falsa de R$100. O caso aconteceu em Jundiaí e, felizmente, teve um final feliz para o jovem.

-Publicidade-

Após seu caso repercutir nas redes sociais, uma fábrica de chocolate ficou sabendo sobre a história do jovem João Victor Jesus e o convidou para ser estagiário na empresa a partir do próximo ano, 2022. Além disso, muitas pessoas ficaram emocionadas com o que houve com o adolescente e ele recebeu doações de pessoas de diversas partes do Brasil.

Priscila Lima, de 33 anos, mãe de João Victor, contou que graças às doações que recebeu conseguiu pagar as dívidas da família e que pretende investir em cursos para a educação do filho. “Ele deve começar a trabalhar assim que completar 14 anos. Ele faz aniversário no final do ano. A empresa não especificou como vai ser ainda, mas é uma grande oportunidade. A fábrica também forneceu uma ajuda de custo para ele”, comemorou em entrevista ao G1. A mãe explica que João concilia os estudos com a venda de trufas no semáforo.

Jovem de 13 anos recebe proposta de estágio após ser enganado (Foto: Reprodução G1)

Junto com as doações de estranhos que se emocionaram com a história do golpe do qual João foi vítima, dois dentistas da cidade forneceram um ano de tratamento odontológico para o adolescente e seus quatro irmãos. Além disso, o jovem conseguiu uma bolsa para treinar futebol com o time do Paulista em Jundiaí e já começou as aulas em junho.

“Ele ganhou um voucher de tratamento, tem dentista e pediatra também. A vontade que a gente tinha era de pagar as contas. Estamos orando para ver se conseguimos comprar uma casa. Eu e meu marido não temos renda, então os bancos recusam o financiamento. Queremos um futuro melhor para as crianças”, finalizou Priscila.