Mulheres representam 85% dos casos de LER: causa vem do excesso de peso em bolsas e crianças no colo

O sexo feminino é o que mais sofre com a Lesão por Esforço Repetitivo, por conta da atividade profissional e por carregar excesso de pesos em bolsas, mochilas, crianças no colo. Saiba como evitar

Resumo da Notícia

  • A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é uma síndrome causada por um conjunto de doenças que afetam os músculos, nervos e tendões
  • Ela atinge principalmente mulheres e tem relação com a atividade profissional
  • Confira as recomendações do Ministério da Saúde para se prevenir
   
Carregar os filhos no colo tem um peso nisso (Foto: Getty Images)

A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é uma síndrome causada por um conjunto de doenças que afetam os músculos, nervos e tendões. Por conta disso, eles ficam sobrecarregados, comprometendo o rendimento físico desses locais. Essa condição afeta principalmente as mulheres, que representam 85% dos casos no Brasil. “O aparecimento de LER está diretamente relacionado com a atividade profissional – e o sexo feminino é o que mais sofre pela execução de movimentos repetitivos e contínuos, favorecida por uma postura incorreta ou por carregar excesso de pesos em bolsas, mochilas, crianças no colo e por aí vai”, alerta Cadu Ramos, fisioterapeuta clínico.

O especialista explica que a condição impacta, principalmente, os membros superiores e se manifesta pela presença de dor no local, que pode irradiar para toda a musculatura ao redor: “A dor pode piorar com o movimento e resultar em diminuição da força e, quando se torna persistente, pode causar atrofia da musculatura”. Em 10 anos, o país registrou mais de 67 mil casos de acordo com o Ministério da Saúde, sendo a maioria mulheres entre os 20 e 40 anos. 

As mulheres são as que mais sofrem com a LER (Foto: Getty Images)

Segundo Cadu, qualquer pessoa pode desenvolver a síndrome, mas ela acontece, na grande maioria, naquelas que não fortalecem os músculos. “As causas mais relacionadas são: falta de alongamento e força muscular; falta de condicionamento físico em geral e postura inadequada. Mas, outras causas também podem desencadear a inflamação, como carregar peso excessivo”, conta. O Ministério da Saúde tem algumas recomendações diárias para evitar lesões:

  • A cada 25 minutos de trabalho de digitação faça uma parada de 5 minutos;
  • A cada uma hora de digitação, saia de sua cadeira e movimente-se;
  • Beba água regularmente ao longo do dia;
  • Tenha postura adequada: ombros relaxados, pulsos retos, costas apoiadas no encosto da cadeira;
  • Mantenha as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão;
  • Mantenha um ângulo reto entre suas costas e o assento de sua cadeira;
  • Sua cadeira deve ser do tipo ajustável para sua altura em relação à mesa de trabalho, e seu encosto deve prover suporte integral para suas costas; 
  • Não utilize apoio de pulso durante a digitação, pois se assim o fizer estará correndo o risco de provocar compressão nos nervos de seu pulso;
  • O monitor do computador deverá estar a uma distancia mínima de 50 e máxima de 70 centímetros, ou de maneira prática a uma distância equivalente ao comprimento de seu braço.
A postura de trabalho faz toda a diferença nos resultados (Foto: reprodução)

Assim, para se livrar do problema, o fisioterapeuta conta que o tendão precisa de ajuda mecânica de alongamento, movimento e força muscular para aliviar essa tensão. Além das dicas do Ministério, o fisioterapeuta acrescenta: “A melhor maneira de evitar é com manutenção: alongamento, mobilizações, atividade física e fortalecimento da musculatura. Com isso é possível aumentar a amplitude articular, que graças a esses estímulos, ganham elasticidade e fortalecimento de músculos específicos – é isso que faz uma patologia ortopédica alcançar a cura mais rápida e eficiente”. 

 

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