Novo teste de DNA pode ser feito de forma anônima: entenda como ele funciona

A ideia é dar mais privacidade às famílias na hora de descobrir a paternidade. Entenda mais sobre como funciona o exame

Resumo da Notícia

  • Empresa cria teste de DNA com anonimato e autocoleta
  • A ideia é dar mais privacidade às famílias na hora de descobrir a paternidade
  • Para garantir o anonimato, eles criaram um sistema específico

Novidade na área! A empresa DNA Consult, laboratório de biotecnologia especializado em análise genética, lançou um exame de paternidade de autocoleta. O teste é realizado por meio da swab oral (autocoleta utilizando um cotonete para a coleta de células da bochecha). Além de poder fazer o próprio exame, o método também traz a possibilidade de anonimato. Ou seja, o nome da pessoa que realizou o teste não necessariamente precisa ser divulgado.

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Empresa cria teste de DNA com anonimato e autocoleta
Empresa cria teste de DNA com anonimato e autocoleta (Foto: Getty Images)

“É importante mencionar que os exames feitos a partir de autocoleta são tão seguros quanto os exames judiciais. Entretanto, os exames de paternidade baseados em autocoleta não possuem valor jurídico, pois a acreditação legal do exame depende da identificação das partes e da realização da coleta por profissional da área da saúde, registrado em Conselho de Classe, que realize e se responsabilize pelo exame”, explica Euclides Matheucci Jr. Diretor Científico e fundador da DNA Consult. Ou seja, esse teste é rápido e prático, por poder ser feito em casa sem grandes burocracias, mas o resultado não tem valor legal, apenas traz respostas para a própria família. Para que seja válido legalmente, o pai precisaria refazer o exame nos métodos convencionais.

Para garantir o sigilo das informações do paciente, a empresa desenvolveu um processo de identificação por código. Assim que o solicitante adquire o teste, ele precisa preencher um formulário informando somente este código fornecido pelo laboratório e um e-mail. Caso seja do interesse do cliente se manter anônimo, a empresa também orienta a criação de um e-mail fictício apenas para o solicitante receber o resultado do exame. “A única informação que a DNA Consult solicita é um endereço de e-mail válido, para o qual será enviado o laudo contendo o resultado. O acesso ao e-mail fica a critério do solicitante que preencheu o formulário, podendo este ser o suposto pai, a suposta mãe, supostos filhos, ou terceiros”, ressalta.

O professor  Euclides Matheucci Jr. explica, em entrevista exclusiva à Pais&Filhos, que a importância do anonimato está justamente na delicadeza do tema. “Testes de Paternidade ou maternidade estão relacionados a questões complexas e judiciais, associadas à comprovação de vínculo biológico para diferentes fins, como reivindicação de heranças, benefícios sociais, garantia ao cumprimento de responsabilidades legais entre as partes envolvidas, entre outras. Geralmente, não são temas agradáveis e a exposição pode gerar desconforto. Ao longo do processo de testagem tradicional as informações pessoais dos testados necessariamente passam a ser de conhecimento de terceiros, como advogados, juízes, parentes, amigos, colegas de trabalho, profissionais das empresas que realizam os testes, aumentando muito a exposição dos usuários”, conta.

O exame de autocoleta da DNA Consult pode ser realizado de três formas: Trio, Duo ou no caso de pai ausente, ou falecido. No Trio, a análise é feita a partir da amostra do suposto pai, mãe e filho(a). No Duo, são avaliadas as amostras somente do pai e filho(a). Já no caso de pais falecidos ou ausentes, são analisados familiares consanguíneos do suposto pai falecido ou ausente para reconstituir o seu genoma. “Este é um procedimento rotineiro e apresenta resultados tão confiáveis quanto o Trio ou Duo”, finaliza o professor, que ressalta que os resultados tem uma precisão de 99,9% e são seguros e confiáveis.