Pegadas de dinossauros com mais de 120 milhões de anos são encontradas por pesquisadores no RN

Pesquisadores encontram pegadas de dinossauros na Formação Açu da Bacia Potiguar, próximo à cidade de Assu, no Rio Grande do Norte

Resumo da Notícia

  • Pesquisadores encontram pegadas de dinossauros com mais de 120 milhões de anos no Rio Grande do Norte
  • De acordo com historiadores, as pegadas pertencem às espécies: ornitópode e saurópode
  • A descoberta foi feita há mais de 10 anos, mas foi validada em um artigo publicado em setembro deste ano

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), identificam pegadas de dinossauros no estado, nas redondezas da cidade de Assu, cerca de 200 quilômetros de Natal. É a primeira vez que são encontrados registros dos animais na região.

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De acordo com historiadores, as pegadas pertencem a duas espécies de dinossauros: ornitópode, de aproximadamente 8 metros de comprimento, e um saurópode, de 9 a 12 metros de altura, tendo vivido no local há cerca de 120 milhões de anos, no período Cretáceo.

“Foi uma descoberta quase que por acaso. Eu estava com o geólogo Leonardo Menezes e esse lugar era área de trabalho dele. Enquanto ele foi averiguar os dados de sua dissertação, resolvi sair caminhando e duas marcas me chamaram atenção”, afirmou a pesquisadora Maria de Fátima Santos, ex-diretora da Universidade.

Registros dinossauros encontrados pela primeira vez no Rio Grande do Norte
Registros dinossauros encontrados pela primeira vez no Rio Grande do Norte (Foto: Reprodução / G1 / URFN)

A descoberta ocorreu há 10 anos, no entanto a pesquisadora decidiu encaminhar as imagens ao italiano Giuseppe Leonardi, do Instituto Cavanis de Veneza, uma das maiores referências em vestígios de dinossauros no mundo. Portanto, o pesquisador viajou até o Brasil para realizar a procura mais a fundo e relatou não haver mais dúvidas sobre a descoberta.

O artigo que comprovou a descoberta foi publicado na última segunda-feira, 27 de setembro, em uma edição especial, homenageando Diógenes de Almeida Campos do periódico “Anais da Academia Brasileira de Ciências”. O trabalho foi assinado pelos pesquisadores: Maria de Fátima C. F. dos Santos, do Museu Câmara Cascudo da UFRN, ex-diretora da instituição; Fernando Henrique S. Barbosa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e por Giuseppe Leonardi, do Instituto Cavanis (Veneza, Itália).