Repórter que recebeu transplante de medula óssea descobre que doadora é sua irmã

Marina Alves, repórter da TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no Ceará, descobriu que a sua doadora era sua irmã biológica por parte de pai

Resumo da Notícia

  • A Marina Alves, repórter da TV Verdes Mares, descobriu que estava com câncer em setembro de 2021
  • A Marina e a técnica de enfermagem conversavam pelas redes sociais
  • Por meio de exames clínicos, foi descoberto a compatibilidade das duas. O que levou elas a terem uma conversa sobre suas trajetórias familiares

O Brasil conheceu ontem, 17 de abril, por meio programa Fantástico, da TV Globo, a história da repórter Marina Alves que descobriu um câncer em estágio avançado em 2021. Ela, que estava na fila de espera para receber um transplante de medula óssea, ganhou uma doadora e, também, uma irmã que até então era desconhecida em sua vida.

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A doadora é a Lumara, técnica de enfermagem que trabalhava no banco de sangue do mesmo hospital onde a Marina fez o tratamento. Em meados de setembro de 2021, em um dia convencional de trabalho, a profissional da saúde foi chamada para auxiliar em uma transfusão de sangue de uma paciente com câncer.

Quando a Lumara foi até a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ela descobriu que quem estava sendo atendida era a Marina – repórter da Globo com quem já tinha conversado por rede social.  Neste momento, foi a primeira vez que elas se viram pessoalmente, mas ambas não imaginavam que poderiam ter qualquer ligação familiar.

Repórter da Globo recebe transplante
A Marina descobriu que sua doadora era sua irmã (Foto: Reprodução/TV Globo)

“Eu estava na cabeceira, no pezinho dela, de máscara, de gorro, de avental, farda, tudo. Só aparecia os olhos, né? Quando ela fixou o olhar em mim, ela levantou olhos, bem arregalados, sabe? E eu só fiz fechar o olho e sorrir para. Pedi para ela deitar, dizendo: ‘Sou eu que estou aqui. Vai dar certo. Eu estou aqui”, disse Lumara.

Em contrapartida, Marina contou como se sentiu quando viu a técnica de enfermagem pela primeira vez: “Pelo olhar, pelas fotos que eu já tinha visto dela, eu reconheci. Olhei para ela assim e, naquele momento tão angustiante para mim, me tranquilizou de alguma forma”.

Dias depois, Marina chamou Lumara para visitá-la no quarto do hospital. As duas conversaram muito e, na sequência, ligaram os pontos sobre suas trajetórias familiares. Naquela fase de aproximação, a Lumara já tinha se cadastrado como doadora de medula. E a amostra de sangue foi analisada junto com a da Marina, a fim de checar compatibilidade.

“Meu médico me ligou e disse que a Lumara era 50% por cento compatível comigo, justamente os 50% por cento do meu pai. Então, além da doadora, eu descobri que tinha uma irmã naquele momento”, disse Marina.

Após o choque, tudo foi esclarecido. Com a revelação que ambas já passaram uma pela vida da outra, mesmo que de maneira indireta. “A mãe da Lumara cuidou de mim quando eu era criança, e nessa época ela teve um envolvimento rápido com o meu pai. Mas, depois os dois perderam o contato. Foi nesse momento que despertou: ‘Será que existe a possibilidade de um parentesco?’ (…) Ela [Lumara] conversou com a mãe dela e eu tinha conversado com os meus pais sobre ela”, finalizou a repórter.