“Tenho ficado a base de remédios”, diz mãe de menina que morreu imprensada por carro alegórico

Raquel Antunes da Silva tinha 11 anos quando foi imprensada por um carro alegórico no Rio de Janeiro. Pouco mais de um mês após a morte da filha, Marcela Portelinha desabafou sobre o acidente

Resumo da Notícia

  • Mais de um mês após a morte da filha, a mãe de Raquel Antunes da Silva desabafou sobre o acidente
  • Raquel tinha 11 anos quando foi imprensado por um carro alegórico durante os desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio de Janeiro
  • Marcela Portelinha diz estar "indignada" e que ainda não teve coragem de se desfazer das coisas da filha

Mais de um mês após a morte de Raquel, a menina que foi imprensado por um carro alegórico durante os desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio de Janeiro, a mãe dela, Marcela Portelinha contou que se sente indignada com os erros que levaram a filha embora. Raquel tinha 11 anos e estava tirando uma foto quando o acidente aconteceu.

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Após analisar a cena do acidente, o Instituto de Criminalística Carlos Éboli chegou a conclusão que haviam vários erros que permitirem que a tragédia acontecesse. Entre elas, a falta de uma pessoa que orientasse o motorista do carro alegórico no lado direito do conjunto.

“Estou indignada. Minha filha fez um mês e uma semana de morta. Mexi nesta quinta-feira nas coisas dela, mas ainda não tive coragem de doar nada. Só quero  Justiça. Se tivesse gente fiscalizando, olhando o carro manobrar e orientando, isso não teria acontecido. Tinha muitas crianças em cima do carro alegórico. Muita gente conseguiu sair, mas a Raquel infelizmente não. Desde que tudo aconteceu, mal consigo dormir à noite. Os outros três irmãos da minha filha também sentiram bastante a morte da irmã. Tenho ficado durante este tempo a base de remédios. Agora, só me resta pedir Justiça e acompanhar o caso”, desabafou Marcela ao jornal O Globo.

Raquel Antunes da Silva foi imprensada por carro alegórico no Rio
Raquel Antunes da Silva foi imprensada por carro alegórico no Rio (Foto: Reprodução/ Globo)

Relembre o caso

Morreu no início da tarde desta sexta-feira, dia 22 de abril, a menina que foi prensada pelo carro alegórico abre-alas da escola de samba Em Cima da Hora e um poste, segundo informações do G1. Raquel Antunes da Silva, de 11 anos chegou a ter a perna direita amputada durante uma cirurgia.

Ela estava internada em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar, e segundo funcionárias da unidade, ela teve uma hemorragia interna. Uma funcionária também disse que a tia de Raquel ligou para a mãe dela para informar sobre a morte.

Durante a cirurgia, que durou mais de 6 horas, a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória e também teve traumatismo no tórax, além de respirar por aparelhos. Após o caso, Justiça determinou que as escolas de samba devem escoltar os carros alegóricos até os barracões. Essa decisão partiu do juiz Sandro Pitthan Espíndola, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, que acolheu o pedido do Ministério Público estadual.