Turista dá à luz de maneira “ilegal” em Fernando de Noronha pouco tempo após chegar no local

A gestante estava com oito meses de gestação e embarcou na cidade pernambucana com autorização da médica obstetra porém a bolsa rompeu 1 dia após a chegada

Resumo da Notícia

  • Uma turista embarcou em Fernando de Noronha e 1 dia após a chegada entrou em trabalho de parto
  • A bebê está estável apesar de ter nascido prematura
  • Segundo normas é proibido partos serem realizados na ilha pois não há suporte para maternidade

Uma turista entrou em trabalho de parto 1 dia após pousar em Fernando de Noronha, em Pernambuco. Ela estava no oitavo mês de gestação e conseguiu viajar com a autorização da médica obstetra no continente.

-Publicidade-

“Gestante de 33 anos deu entrada hoje por volta das 6h no Hospital São Lucas com relato de rompimento de bolsa amniótica poucos minutos antes. Após seis horas de trabalho de parto, foi finalizado o parto de uma menina, que, apesar de prematura, está estável”, informou a administração de Fernando de Noronha.

A gestante foi autorizada pela médica obstetra a viajar
A gestante foi autorizada pela médica obstetra a viajar (Foto: Getty Images)

As duas companhias aéreas que fazem voos para o arquipélago são a Gol e a Azul, e segundo as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não há restrição para turistas gestantes embarcarem em Noronha com mais de 27 semanas, mas que tem conhecimento das regras impostas às moradoras da ilha.

Desde 2008 a maternidade da cidade foi removida pois os números de nascimentos eram poucos comparados ao gasto que eles teriam com o parto e para manter as mães no hospital. Só houve uma exceção quando uma moradora de 22 anos deu à luz sem saber que estava grávida no banheiro da residência com ajuda do pai.

Em nota encaminhada a Universa, a SES-PE (Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco) afirma que “para manter uma equipe médica em uma maternidade na ilha seriam gastos R$ 3,6 milhões por ano.”