UnimedHall, antigo Credicard Hall, fecha após 23 anos de história

A casa de shows UnimedHall, localizada em São Paulo, informou sobre o fechamento das portas nesta quarta-feira a partir de uma nota publicada pela empresa T4F

Resumo da Notícia

  • A casa de shows UnimedHall teve mais de 3.500 apresentações ao longo de 23 anos
  • A empresa T4F emitiu uma nota nas redes sociais falando sobre o fechamento do local
  • Fernando Alterio, diretor da empresa, também publicou uma carta lamentando o ocorrido e lembrou os bons momentos sobre a casa de shows

Nesta quarta-feira, 31 de março, a empresa Tickets For Fun (T4F) informou pelas redes sociais o fechamento do UnimedHall, antigo Citibank Hall e Credicard Hall, uma das principais casas de shows no Brasil. No comunicado, foi informado que houveram 23 anos de casa, 12 milhões de pessoas no público e mais de 3.500 apresentações.

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“Quantas histórias vivemos no UnimedHall. Quantas memórias criamos juntos. Quantos sorrisos e lágrimas de emoção vimos de perto. Quantos sentimentos”, começa a nota emitida pela T4F. “Em uma sinergia entre casa, público e artista, vimos os sonhos de milhares de fãs se tornarem reais. Do rock ao sertanejo, do pagode à bossa nova, ao longo desses 23 anos de existência, mais de 3.500 apresentações de diferentes gêneros fizeram nossa história. Você deve estar entre os 12 milhões de amantes da música que passaram por aqui, sua presença foi parte essencial de tudo isso”.

Nas redes sociais, a T4F emitiu uma nota falando sobre o fechamento de uma das casas de shows mais conhecidas no Brasil, a UnimedHall (Foto: reprodução / Instagram @T4F)

“Hoje, este lindo capítulo chega ao fim. Fecham-se as cortinas de mais um palco no país, mas com a certeza de que marcamos época e passamos a fazer parte de muitas histórias – não só da música, mas da cidade, do país e da vida de cada pessoa que esteve ali. Gostaríamos de agradecer a todos os artistas, equipe, técnicos, funcionários, parceiros e público que frequentaram nossa casa, cantando e se emocionando. Cada um de nós carrega em sua lembrança uma parte do que vivemos juntos ao som de muitos acordes. Cada memória tem suas trilhas sonoras inesquecíveis. Temos orgulho em ser parte disso. “Seguimos rumo ao futuro, à construção de novos sonhos, de novos capítulos. O entretenimento ao vivo vai voltar e nós estaremos lá”, conclui em agradecimento pelos momentos que muitas famílias e artistas viveram na casa de shows.

A atriz Monica Martelli, namorada de Fernando Alterio, diretor da T4F, também compartilhou uma carta escrita pelo companheiro nas redes sociais: “A todos os que amam a cultura, algumas palavras: Enquanto escreve esta carta, o filme da minha vida me atravessa. Digo, sem titubear que minha história não existiria sem a música. Ao longo de 23 anos, passaram por lá mais de 12 milhões de pessoas, que assistiram mais de 3.500 apresentações de grandes nomes nacionais e internacionais. Marcamos época e passamos a fazer parte de muitas histórias – não só da música, mas da cidade, do país e da vida de cada pessoa que esteve ali”, lembra. “Meus mais sinceros agradecimentos a todos que fizeram parte dessa história”. A casa de shows foi palco de artistas como Demi Lovato, Backsstreet Boys, Bob Dylan, Red Hot Chili Peppers, Alanis Morisette, entre outros, além de artistas nacionais, como Marília Mendonça, Henrique e Juliano, Rita Lee, Alcione, etc.

A casa de shows foi inaugurada em 1999 em São Paulo e ficava localizada na Avenida das Nações Unidas (Foto: reprodução / Instagram @T4F)

Em entrevista à Pais&Filhos, Elver Panda, produtor e diretor da Panda Produções, que atuou na realização de vários shows no UnimedHall, filho de Wilson e Myrian, falou sobre como me sentiu quando soube da notícia: “Para nós do entretenimento é uma dor muito grande, porque lá era um dos principais locais no Brasil, uma das melhores casas. E ver um gigante tendo que fechar as portas, é muito triste. A cadeia produtiva do entretenimento é muito grande, envolve muitas pessoas e muitas empresas para fazer um espetáculo e ver uma casa que eu tive tantas experiências bacanas sendo obrigada a fechar as portas, é um sentimento muito grande de tristeza”, lamenta.