Bebês

Relato de mãe: “Quase dei meus filhos gêmeos para adoção”

Julie e Dan já tinham decidido dar as crianças para o conselho tutelar, mas tudo mudou

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

Julie e Dan com os filhos (Foto: reprodução / Facebook)

Julie McConnel compartilhou a experiência pessoal de quando descobriu que os bebês gêmeos que estava esperando tinham síndrome de Down. A americana já tinha três filhos de um casamento anterior quando se casou pela segunda vez com Dan e então decidiram ter um filho. O casal decidiu que queriam dar uma irmã para o menino e Julie engravidou novamente aos 45 anos.

Durante o pré-natal, Julie e Dan descobriram que estavam esperando dois bebês e além de serem gêmeos idênticos, as crianças tinham síndrome de Down. Foi um choque e tudo o que conseguiram pensar é que iriam dar as crianças para adoção, não se sentiam preparados para cuidar de crianças nessa condição genética. “Só que nós começamos a enrolar para preencher a papelada”, disse a mãe durante entrevista para o portar Newsner.

Julie com os filhos Milo e Charlie no dia do nascimento (Foto: reprodução / Facebook)

Julie e Dan decidiram pesquisar mais sobre a condição genética e passaram a se encontrar com pais e mães que tinham filhos com a mesma síndrome. “Contatamos algumas famílias com filhos com síndrome de Down. Eles iam fazer um pirquenique no final de semana e nos convidaram. Então nós fomos e conversamos. Eles nos contaram experiências incríveis”, relembrou a mãe.

A partir daí eles perceberam que estavam perdendo uma oportunidade. “Você ama seus filhos independente de qualquer coisa. Quando nós finalmente decidimos que não iríamos deixar o medo vencer, foi fácil tomar uma decisão“, disse Julie.

Eles voltaram atrás e não iriam mais dar as crianças para adoção. Quando Julie viu as crianças pela primeira vez apéos o parto, ela se apaixonou. “Meu coração quase pulou pra fora do peito quando vi eles. Eu estava tão feliz”, confessou. O casal batizou os filhos de Milo e Charlie.

Hoje, os meninos têm um ano e ela diz que não consegue imaginar a vida sem eles. “Acho que iria sentir falta deles todos os dias se tivesse decidido dar para a adoção“, finalizou.

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