Criança no mundo digital: entenda a importância do respeito e limites para uma boa convivência

Planejamento da convivência: assim como na vida real, conviver no mundo digital é questão de sobrevivência e requer responsabilidade.

(Foto: iStock)

Talvez essa seja a etapa mais difícil de um planejamento com os filhos. Mas respire fundo e vamos juntos! Você já contou quantas vezes ensinou sua criança a cumprimentar as pessoas na chegada ou saída, a agradecer o atendimento no restaurante ou a esperar a sua vez? Por aqui já desisti de contar. São milhares de repetições com as palavras mágicas de obrigada, por favor, com licença ou me perdoe. Parece que essa etapa não termina nunca.

“Sem respeito e conhecimentos de limites, uma convivência saudável e segura no mundo digital se tornaria impossível”

Eu sigo insistindo sei que respeito e boa convivência andam valendo ouro. São atributos cada vez mais raros. E eu também sei que não saber respeitar e não perceber os próprios limites e os limites em relação ao outro são motivos da maior parte dos incidentes digitais. No digital é ainda mais complicado pela simples ausência da resposta empática nos relacionamentos virtuais. O bom e velho “olho no olho”.

Aí que está a dica: antes de conviver mais livremente no universo digital, é preciso saber conviver no offline. Simule situações  para orientar sobre melhor postura em diversos momentos.

Insista até que o cérebro dos nossos filhos chegue na tão desejada tomada de consciência. Vale lembrar que a “repetição cria um padrão”! Acho superimportante que essa conversa traga exemplos claros para a criança sobre as consequências de comportamentos desrespeitosos na internet.

Lembrando que o que se faz no universo online fica ali pra sempre.

É cada vez mais frequente mães e pais relatarem que acham superagressiva a forma como as crianças se conversam quando estão nos games em grupos ou até mesmo nos grupos de WhatsApp (que, vamos lembrar, não deve ser acessado por menores de 13 anos).

Xingamentos, menosprezo, assédio entre usuários, e constrangimento entre jogadores são algumas das formas como as crianças se tratam. Será que isso é bom? Não tenho uma resposta fechada. Às vezes penso que crianças não devem ser isoladas do mundo, mas, ao mesmo tempo, merecem ser bem instruídas e orientadas para conviver em mundos totalmente diferentes e em situações diversas. Sem respeito e reconhecimento de limites uma convivência saudável e segura se torna impossível.

Respeitar a diversidade, os gostos diferentes, o jeito de vestir do colega ou compreender as culturas variadas são atributos que abrem portas para um sucesso genuíno. Eles farão a sua criança se destacar e ter excelentes oportunidades quando for a hora de caminhar por conta própria, em qualquer dos mundos!

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