Games: que tal “jogar junto” com seu filho?

Mas, como tudo na vida, quando o uso é sem consciência e não planejado deixamos de aproveitar o que há de melhor

Mas, como tudo na vida, quando o uso é sem consciência e não planejado deixamos de aproveitar o que há de melhor (Foto: Shutterstock)

Calma, já explico porque faço, de cara, essa provocação.

Bem, eu entendo que temos pais e mães que simplesmente não curtem games. Euzinha curto muito como os games são desenvolvidos, mas não tenho paciência para o jogo.

Então, por que escolhi falar dos games?

Primeiro porque a maior parte dos adultos ou culpa os games pelo desinteresse da criança em outras atividades ou simplesmente se entrega esse entretenimento mágico sem entender o que ele pode oferecer, de bom e de péssimo. E, principalmente, porque ando apaixonada pelo potencial dos games digitais na criatividade e futuro das nossas crianças.

Mas, como tudo na vida, quando o uso é sem consciência e não planejado (sim, até o lazer precisa de um pouco de organização) deixamos de aproveitar o que há de melhor.

Então aqui vão algumas dicas para jogar junto

A primeira dica é entender se aquele game é apropriado para a idade do seu filho. Além da segurança dele não vai adiantar muito o seu filho gastar mais energia, física e mental, num jogo, queimando etapas. Ou seja, se ele for se desenvolvendo no mundo dos games respeitando o seu tempo e a sua capacidade cognitiva e emocional, ele vai aproveitar muito mais do game e ficará muito menos ansioso e agitado.

A segunda dica: conheça junto com ele todas as regras do game escolhido. Como todo jogo, on ou off-line, os games têm regras próprias. E conhecer as regras é importante para que você decida com o seu filho se aquele game é bem vindo na sua casa. Alguns games, por exemplo, exigem compras de bônus ou “moedas”, um conta que pode sair cara já que a maioria das compras é em moeda estrangeira. Além, claro, das regras que, uma vez infringidas, podem realmente causar problemas judiciais, como o ocorrido com jogadores do Pokemón Go rcentemente!

A terceira dica é: converse com o seu filho sobre o que mais chama a atenção dele no game. O mercado de trabalho dos games tem crescido vertiginosamente. E o Brasil é um dos países que mais consome e mais produz games, exportando mão de obra para o mundo. Abrindo essa conversa com o seu filho vocês podem descobrir juntos que existem muito mais oportunidades de formações para a vida adulta do que ser médico, advogado, dentista, engenheiro, etc. Sem estresse, é claro!

Crie um regulamento de prática dos games na sua casa (Foto: Getty Images)

A quarta e última dica é: crie um regulamento de prática dos games na sua casa. Parece estranho mas, como em todos os jogos, existem técnicas (fundamentos), regras e regulamentos. Nos regulamentos vão constar direitos e deveres do seu “gamer” em relação aos jogos que vocês escolherem. Nesse regulamento pode entrar tempo, por exemplo, quando ele ganha ou perde créditos para o jogo (como aquelas estrelinhas que trabalhamos com crianças mais novas nos quadros de recompensas), em que momento ele pode jogar, com quem ele pode jogar, se pode interagir com estranhos nos jogos (super importante!), dentre outros itens que vocês encontrarão juntos.

Os games podem ser grandes aliados da vida em família. Para que isso aconteça de verdade temos que jogar juntos com os nossos filhos, mesmo que seja só na posição de técnico ou juiz.

Você vai se surpreender com a capacidade criativa do seu filho e o quanto os games podem dar aquela forcinha na educação da sua criança.

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