5 passos para estimular a inteligência emocional do seu filho

Não tem nada a ver com estudar mais. Tem a ver com aprender a lidar com as dificuldades que ele vai encontrar durante toda a vida

Você sabe o que é inteligência emocional? É a nossa capacidade de reconhecer diferentes emoções e sentimentos e conseguir administrar tudo isso sem passar por grandes sofrimentos. Parece simples, mas não é uma tarefa fácil e, apesar de algumas pessoas terem essa habilidade desde pequenas, a maioria de nós precisa aprender ao longo da vida como lidar com todas as emoções diárias.

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“Antigamente, as pessoas achavam que inteligência emocional era uma habilidade nata. Na verdade, todo mundo pode desenvolver as habilidades”, diz Camila Cury, psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal, filha de Augusto Cury. De acordo com a especialista, quanto mais cedo começarmos a desenvolver essa habilidade em nossos filhos, melhor. Por mais que seu filho seja bom em coisas lógicas e analíticas, ele também precisa aprender a aplicar seus conhecimentos e articular tudo o que sabe para lidar com frustrações e perdas.

Claro, para uma criança que vive em uma família estável, frequenta a escola e tem acesso à lazer e à cultura, as primeiras frustrações podem ser mudar de colégio, perder o bichinho de estimação, brigar com algum amigo ou não ganhar o brinquedo que pediu para os pais. Tudo isso pode ser bobagem para nós, adultos, mas para nossos filhos pode ser um problema grande e eles precisam aprender a lidar com essas situações.

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“Desde as primeiras conversas e os primeiros choros, pai e mãe dialogam com os filhos, dividem histórias e compartilham suas experiências. Isso não deve mudar ao longo dos anos, porque esse contato é fundamental para as crianças”, explica Camila Cury.  É sempre importante lembrar que a inteligência emocional é o fim, e não o meio, porque só ela é capaz de trabalhar as emoções. Em longo prazo, você vai perceber que seu filho vai ter mais empatia pelas outras pessoas e vai conseguir gerenciar melhor sentimentos como a decepção, o medo e a raiva. “A vida fica mais leve e mais flexível”, diz a psicóloga.

Como eu posso ajudar?

Camila Cury tem algumas dicas que você pode usar para ajudar seu filho a desenvolver a inteligência emocional. Esse processo requer paciência, mas dá certo e deixa seu filho muito mais feliz e seguro:

1) Conheça seu filho: saiba do que ele gosta, do que ele não gosta, o que o incomoda e o que deixa feliz. “O impacto do seu ensinamento vem de quem você é na relação com seu filho”, diz a especialista.

2) Elogie entes de criticar: na matemática, a ordem dos fatores não altera os resultados. Nas emoções, altera e muito. Por isso, antes de dizer que seu filho fez alguma coisa errada e acusá-lo, elogie o que ele faz de bom. “Assim, você desloca a lembrança do foco de tensão para uma zona saudável”.

3) Não banque o super-herói: “quando você se diminui, faz grande seu filho”, diz Camila Cury. Fale com seu filho das suas falhas, dificuldades e erros. Você se torna um referencial possível e se humaniza.

4) Surpreenda seu filho: não seja um manual de regras, tente ter uma relação leve com as crianças em casa.

5) Não cobre demais: a psicóloga afirma que “excesso de cobrança é um grande problema e as crianças acabam se frustrando mais do que o necessário”. Baixa autoestima faz com que 30% dos jovens não consigam buscar pelos seus objetivos.

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