Escolas da rede estadual de São Paulo irão continuar abertas na fase vermelha: entenda a decisão

Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo, comentou sobre o motivo da decisão durante uma coletiva de imprensa, realizada na tarde de hoje (3)

Resumo da Notícia

  • As escolas continuam abertas na fase vermelha do Plano São Paulo
  • Rossieli Soares explica que a medida foi pensada nos alunos que mais precisam
  • A fase vermelha é a mais restritiva do Plano São Paulo

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 3 de março, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo, informou que mesmo com a mudança mais restritiva no Plano São Paulo, que coloca todo o estado na fase vermelha, as escolas da rede estadual irão continuar abertas.

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(Foto: Shutterstock)

A medida, no entanto, foi pensada para aqueles alunos que mais precisam e não possuem condições de acompanhar as aulas de casa. Vale lembrar que não há a obrigatoriedade de frequência presencial. “Se o aluno puder ficar e fazer as aulas de casa nesses 15 dias, façam, mas temos o censo de deixar as escolas abertas pensando em quem mais precisa”.

Dessa maneira, o serviço será focado nas crianças que também possuem dificuldade na alimentação, pois “servir alimentação escolar é fundamental”, explica. “São alunos que não tem como acompanhar de casa”. Destacando também quem são os outros alunos que mais precisam, Rossieli complementa: “os que não estão se adaptando ao ensino remoto, que estão no processo de alfabetização do ensino infantil”.

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Reclassificação do Plano São Paulo

Na coletiva, foi explicado também os detalhes de como irá funcionar a fase vermelha e quais serviços podem funcionar. Vale lembrar que as medidas passam a valer no próximo sábado, 6 de março, a partir das 00h, e irá durar por 14 dias, até o dia 19 de março.

Na fase vermelha do Plano São Paulo, apenas os serviços essenciais podem funcionar (Foto: reprodução / vídeo / YouTube)

“Hoje essa classificação é dura, mas precisamos fazer a nossa parte custe o que custar”, diz Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Os serviços essenciais abertos na fase vermelha serão: Saúde, alimentação (supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento e feiras livres, sendo proibido o consumo no local), serviços de segurança, comunicação social (executado por empresas jornalísticas e de radiofusão sonora e de sons e imagens), construção civil e indústria, restaurantes (apenas delivery), serviços gerais (hotéis, lavanderias, serviços de limpeza, manutenção e zeladoria, serviços bancários e loterias, call centers, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais, atividades religiosas), logística, abastecimento e educação.