Criança

Filhos se espelham nas mães para escolher parceiros na vida amorosa, diz estudo

A pesquisa é da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

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Seu filho está de olho na maneira que você se relaciona, diz pesquisadora (Foto: Getty Images)

Pesquisadores americanos descobriram que pessoas que crescem com mães que tiveram mais parceiros, seja casando ou morando junto, quase sempre seguem o mesmo caminho e procuram ter vários relacionamentos amorosos.

O estudo foi publicado na última terça-feira (13) pela revista “Plos One”, você, mãe tem o poder de transmitir traços de personalidade e habilidades emocionais que podem influenciar nas chances do seu filho ter “mais ou menos” relacionamento estáveis.

“Nossos resultados sugerem que as mães podem ter certas características conjugáveis que as tornam melhor ou pior nos relacionamentos. As crianças herdam e aprendem essas habilidades e esses comportamentos podem ser transportados para as suas próprias relações”, disse a principal autora da pesquisa, Claire Kamp, professora da Universidade Estadual de Ohio.

De acordo com a UOL, os dados usados no estudo foram tirados da Pesquisa Nacional Longitudinal de Jovens de 1979 e da Pesquisa Nacional Longitudinal de crianças e Jovens Adultos, que acompanhou o relacionamento de filhos biológicos de mulheres do primeiro estudo por pelo menos 24 anos. Só por isso os autores conseguiram ter essa perspectiva abrangente.

(Foto: Getty Images)

Mães que mantém relacionamento estáveis também influenciam na futura vida amorosa do filho (Foto: Getty Images)

As informações utilizadas na pesquisa incluíram não só sobre casamentos e divórcios, mas sobre relacionamentos posteriores. Claire descobriu que o número de parceiros dos filhos e das mães eram semelhantes. Demais, não é?

Concluíram o estudo com três possíveis razões para os filhos imitarem as mães na quantidade de parceiros e na estabilidade dos relacionamentos. Uma diz que muitos resolviam terminam por instabilidade econômica. A segunda teoria defende que a experiência real de ver a mãe em um processo de divórcio ou de rupturas leva a pessoa a ter mais relacionamento quando cresce.

A terceira diz que as mães que tiveram uma relação estável e de muitos anos também influenciam a maneira como os filhos vão se relacionar na vida adulta.

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