Oi?! Família esconde criança da Justiça por 10 anos

A criança foi retirada dos pais biológicos quando era recém-nascida e, agora, o casal responsável por ter escondido a menina ganhou o direito de adotá-la, já que os pais não demonstraram interesse em criá-la

Resumo da Notícia

  • Família escondeu criança da Justiça por 10 anos para não entregá-la para adoção
  • A criança foi retirada dos pais biológicos quando era recém-nascida
  • O casal responsável por ter escondido a menina ganhou o direito de adotá-la, já que os pais não demonstraram interesse em criá-la

Uma família manteve durante 10 anos uma criança escondida da Justiça – e, agora, ganhou o direito de adotá-la oficialmente. Os nomes do caso não foram divulgados, e o processo corre em segredo.

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Contudo, já se sabe que a criança em questão foi retirada dos pais biológicos pela família que a escondeu quando ainda era recém-nascida e, desde então, foi mantida escondida. Atualmente, os pais demonstraram desinteresse em cuidar da criança e, por isso, ela fica sob guarda da família adotiva.

A família alegou que os pais da criança era usuários de drogas e viviam nas ruas. O tio da criança soube que ela havia nascido e se reuniu ao Conselho Tutelar, na época, para tirá-la dos pais e entregá-la à família que cuida dela até hoje.

A Família ganhou o direito de adotar a criança
A Família ganhou o direito de adotar a criança (Foto: Freepik)

A decisão foi tomada pela ministra Nancy Andrighi, que autorizou que a menina fosse definitivamente parte da família. Os pais biológicos chegaram a alegar que o grupo havia agido de má-fé ao roubar a criança e escondê-la do Estado. Contudo, mais para frente, o pai biológico admitiu que deixaria que a criança permanecesse com os pais adotivos, alegando que retirá-la do meio prejudicaria seu emocional.

A criança possui, atualmente, 10 anos de idade. A delegada, ao G1, justificou a decisão baseada em: “Embora esses vínculos socioafetivos tenham como base uma fraude, o princípio do melhor interesse das crianças e adolescentes impõe seja deferida a destituição do poder familiar dos pais biológicos e deferida a adoção”. O Conselho Tutelar ainda confirmou que a criança está feliz e saudável na família com a qual vive.