Vacinação de crianças entre 5 e 11 anos com Pfizer é recomendada pela OMS

O presidente do Grupo Consultivo de Vacinas da Organização Mundial da Saúde, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 21 de janeiro, garantiu a segurança do imunizante após análises

Resumo da Notícia

  • Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, a OMS declarou que a vacina da Pfizer é segura para as crianças entre 5 e 11 anos
  • Por isso, o órgão recomendou o uso do imunizante para esta faixa etária
  • Porém, a dosagem indicada para este público é menor do que para maiores de 12 anos

Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, durante uma coletiva, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passa a recomendar o imunizante da Pfizer para a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19.

-Publicidade-
Outros Estados do Brasil já haviam antecipado a dose de reforço no calendário vacinal
A Organização Mundial da Saúde informou que defende o uso da Pfizer para vacinar crianças entre 5 e 11 anos (Foto: Freepik)

A decisão foi informada pelo presidente do Grupo Consultivo de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), SAGE, Alejandro Cravioto, durante coletiva de imprensa: “Atualizamos as recomendações provisórias deste produto [a vacina da Pfizer] para estender a indicação de idade para 5 anos, com uma dosagem reduzida para aqueles de 5 a 11 anos”.

O representante do órgão garantiu a segurança do produto e afirmou: “Gostaria de deixar claro que nós nunca recomendaríamos uma vacina que não tem registros consistentes de segurança, após revisar todos os estudos e evidências”.

O imunizante já havia sido recomendado para pessoas maiores de 12 anos e as conclusões para reduzir a faixa etária foram feitas a partir de uma reunião de especialistas na última quarta-feira, 19 de janeiro.

Desta forma, a medida recomenda que crianças entre 5 e 11 anos recebam uma dosagem de 10 microgramas – que devem ser aplicadas entre o intervalo de quatro a oito semanas. O que difere das pessoas com mais de 12 anos, que recebem 30 microgramas.

De acordo com Alejandro Cravioto, as crianças não se encontra no grupo prioritário de vacinação da OMS, com exceção daquelas que apresentam comorbidades. Ele ainda reforçou que vários dados foram analisados para chegar a essa conclusão: “Posso assegurar que se houvesse alguma dúvida, não haveria a recomendação”.