34 mil crianças e adolescentes esperam por uma família: saiba como funciona o processo de adoção no Brasil

Você sabia que no dia 9 de novembro é comemorado o Dia Mundial da Adoção? É importante ter muito carinho e responsabilidade, afinal, amor e criação andam de mãos dadas

Resumo da Notícia

  • 34 mil crianças e adolescentes ainda esperam por uma família
  • Em 2018, as taxas de adoção aumentaram no Brasil
  • Dia 9 de novembro é o Dia Mundial da Adoção

Adotar é um ato (lindo!) de amor, carinho e responsabilidade. Na segunda-feira, 9 de novembro, foi comemorado o Dia Mundial da Adoção, com o objetivo de conscientizar sobre o assunto, além de oferecer todo o suporte e apoio às famílias.

-Publicidade-
Em 2020, 34 mil crianças e adolescentes ainda esperam por uma família (Foto: Getty Images)

De acordo com uma pesquisa realizada pela Autoridade Central Administrativa Federal (ACAF), o Brasil alcançou o maior número de adoções em 2018, com 2.184 processos realizados. Apesar da taxa aumentado significantemente, vale lembrar que segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, em 2020 ainda existem 34 mil crianças e adolescentes esperando por uma família.

No Brasil, para dar início ao processo de adoção é necessário ter acima de 18 anos e, pelo menos, 16 anos de diferença da criança que será adotada. O primeiro passo é procurar a Vara da Infância da sua cidade e levar alguns documentos pessoais e de identificação para iniciar a habilitação para adoção.

-Publicidade-

Após realizar o curso para adoção, visitas a grupos de apoio e o estudo psicossocial, o caso vai para o Ministério Público, verificando se a família segue todas as recomendações para entrar na fila de adoção. Apesar do processo possuir várias etapas, é um caminho necessário para garantir o bem-estar e segurança de todos os envolvidos.

É comum que muitos pais tenham dúvidas sobre como funciona a adaptação, se devem ou não contar aos filhos que são adotados, ou ainda como conversar com os filhos biológicos sobre a decisão. Segundo Mariana Zanotto, especialista em comportamento infantil e assessora familiar, é essencial que tudo seja tratado com naturalidade.

Como falar sobre a família biológica?

É comum que quando forem mais velhas as crianças tenham essa curiosidade. “Esse é o momento em que os pais precisam ser mais compreensivos. O fato da criança saber que seus pais adotivos estão abertos para esse diálogo é o mais importante”, explica.

E como falar sobre a decisão com o meu filho biológico?

A especialista orienta que é muito importante a criança estar envolvida em todo o processo desde o início. “É muito interessante que o filho biológico esteja envolvido no processo da adoção do futuro irmão. Dar espaço para que ele dê opiniões sobre o assunto é um passo importante na adaptação com a nova realidade”.

As famílias querem adotar cada vez mais crianças mais velhas (Foto: iStock)

Amamentação

O assunto pode ser um desafio para as mães que querem adotar, mas Mariana explica que a experiência pode acontecer. “A amamentação não é exclusiva para mães que gestaram seus bebês. Existem diversas formas de possibilitar essas experiências para mães adotivas que gostariam de amamentar”, comenta. “Consultar uma especialista em lactação é uma ótima ideia. O amor da maternidade e da paternidade não tem limites. Nós é que o limitamos”, conclui.

-Publicidade-