Amigos descobrem que são irmãos biológicos separados há 30 anos

Marcela Barbosa e Marco Medeiros começaram a integrar o mesmo círculo de amizades e se aproximaram há 7 anos. Contudo, não imaginavam que, na época, estavam conhecendo uma nova parte de suas famílias – e histórias

Resumo da Notícia

  • Dois amigos descobriram que são irmãos biológicos separados há 30 anos
  • Marcela Barbosa e Marco Medeiros não imaginavam que integravam a mesma família quando se conhecera há 7 anos
  • A história é de arrepiar!

Dois amigos de longa data descobriram que, na verdade, são irmãos biológicos separados há 30 anos em Natal, no Rio Grande do Norte. Por lá, Marcela Barbosa e Marco Medeiros não imaginavam que, no passando, estavam conhecendo uma parte da família ao começarem a integrar o mesmo grupo de amigos em uma viagem.

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Tudo começou quando Marco foi se inscrever para um sorteio de uma caixa de chocolates na empresa em que trabalhava. Para isso, ele precisava de dados muito específicos – dentre ele, a hora e o local em que havia nascido. Por isso, perguntou à própria mãe, que lhe forneceu a pulseirinha que ele usou na maternidade – conforme ele narrou para o portal O Povo.

Pulseirinha da maternidade de Marco
Pulseirinha da maternidade de Marco (Foto: Reprodução/ Ayrton Freire / Inter TV Cabugi)

“Para fazer meu cadastro, eu precisava da minha hora de nascimento, que eu não sabia. Foi quando eu fui perguntar para a minha mãe [a adotiva]. Ela me trouxe a pulseirinha do hospital, que marcava 18h50”. Vendo a relíquia em mãos, Marco subitamente teve a ideia de publicar uma foto da pulseira no Facebook.

“Dessa vez, eu tive a ideia de tirar uma foto da pulseira e, na mesma hora, fui pro computador, joguei o nome na internet, e numa rede social encontrei o único perfil que tinha esse nome. Não tinha informação, mas eu olhei em amigos em comum e foi aí que eu vi o perfil de Marcela”.

Marco, então, mandou uma mensagem para Marcela – questionando se ela conhecia alguém com o nome de Licélia Barbosa, que estava registrado em sua pulseirinha. A moça, de antemão, esclareceu que se tratava da própria mãe. E aí que veio a surpresa.

Reencontro

Licélia esclareceu que sempre quis reencontrar o filho – e que optou por dá-lo a uma família que tivesse melhores condições de criá-lo depois de não receber apoio dos próprios pais e ser abandonada pelo marido e pai de Marco.

“Minha mãe não me aceitava, porque dizia que eu já tinha uma filha pequena e não queria mais outro filho. Ai eu tive que doar ele, porque eu não tinha condições. Eu era doméstica. Morava com minha prima e ela não tinha condições de criá-lo também”, conta. “Eu pedi a Deus todo dia: não me leve antes de eu ver meus filhos unidos. Para um ajudar o outro, dar um força”.

Marcela, Marco e Licélia
Marcela, Marco e Licélia (Foto: Reprodução/ Ayrton Freire / Inter TV Cabugi)

Marcela brinca que a relação de amizade que tinha com Marco sempre pareceu, de certa maneira, como a de dois irmãos. “Eu sempre peguei no pé dele. Ele dava uma trabalhinho. E olhe que eu nem sabia. Imagine se eu soubesse que era o meu irmão, já tinha puxado a orelha faz tempo”. Demais!