Autônoma realiza teste de DNA com bebê e descobre que é avó: “É muita emoção”

A autônoma Rosana realizou o teste de DNA e reconhecimento de paternidade em mutirão da Defensoria Pública na Bahia e descobriu que a bebê era sua neta

Resumo da Notícia

  • Avó faz teste de DNA em mutirão da Defensoria Pública
  • O filho dela faleceu e ela não sabia se ele era o pai
  • Após resultado positivo, avó pegou neta no colo
  • Mais de 100 mil crianças no Brasil foram registradas em 2021 sem o nome do pai

Um pouco antes da abertura do envelope para saber a notícia, a autônoma Rosana Viana Gonçalves estava mantendo uma certa distância da nora e do bebê que estava no colo da mulher, mas depois de saber pela defensoria pública que aquela bebê era neta dela, Rosana foi segurar ela. O filho da moça foi morto ano passado. “É muita emoção” disse Rosana no mutirão da Defensoria Pública da Bahia para reconhecimento de paternidade.

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As Defensorias Públicas pelo Brasil inteiro promoveram essa feira nos estados do pais no último sábado, 12 de março, para realização de exames de DNA para reconhecimento de paternidade. O evento é conhecido como “Dia D”. Após o resultado do exame, Rosana falou sobre o caso. “Quando morreu, meu filho já tinha registrado o filho mais velho, um menino um ano e oito meses. Mas infelizmente não teve como fazer a mesma coisa com a menina. Agora, a documentação vai para a mão do juiz colocar o sobrenome do pai. Hoje, os meus netos que vão preencher o vazio deixando pelo meu filho”.

Vó reconhece a neta após mutirão de teste de DNA na Bahia
Vó reconhece a neta após mutirão de teste de DNA na Bahia (Foto: Reprodução / Correio 24 Horas)

Muitas pessoas foram atrás da realização gratuita de exame de DNA. No mutirão, as pessoas passavam por triagem para ver se as documentações estavam corretas para seguir com o processo de realização do teste e se estavam aptos para fazer o exame. Após isso, passavam por entrevistas para entendimento da história e depois a coleta do material. O resultado sairia de 2 a 3 meses.

Fora o caso de Rosana e da neta, tiveram vários outros como o de Priscila Santos dos Reis que levou a filha para fazer teste de paternidade com o ex-companheiro que não queria fazer o teste. Os dados da Defensoria Pública da Bahia apontou que no ano de 2021, 100 mil crianças nascidas no Brasil não tiveram o nome do pai na certidão de nascimento. Por conta desses números impressionantes, foi criada uma campanha chamada “Meu Pai Tem Nome”. A criação foi do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos Gerais.